São Paulo tem aluguel acima de R$ 60/m² e gasolina passa de R$ 9

Paulistas tem começo de ano complicado com preço de aluguel e gasolina. Palavra-chave é economia. Entenda o cenário

O custo de vida segue pressionando o bolso do brasileiro, e São Paulo aparece como um dos principais reflexos desse cenário.

A capital paulista já registra aluguel acima de R$ 60 por metro quadrado, enquanto o preço da gasolina atinge níveis extremos em alguns pontos.

Os dados mais recentes mostram que moradia e combustível continuam sendo os maiores vilões do orçamento.

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Aluguel sobe acima da inflação e acelera em 2026

O aluguel residencial subiu 0,94% em fevereiro, após alta de 0,65% em janeiro.

O avanço supera indicadores importantes no mesmo período:

  • IPCA: 0,70%

  • IGP-M: queda de 0,73%

  • Preço de venda de imóveis: alta de 0,32%

Ou seja, alugar ficou mais caro mesmo com outros índices mais controlados.

Imóveis de dois dormitórios lideraram a alta, com valorização de 1% no mês.

São Paulo já ultrapassa R$ 63/m²

O preço médio nacional do aluguel chegou a R$ 51,89/m².

Mas em algumas capitais, os valores são bem mais elevados.

Belém lidera o ranking com R$ 63,79/m², seguida de perto por São Paulo, com R$ 63,28/m².

Na prática, isso significa que imóveis compactos já ultrapassam facilmente os R$ 2.500 mensais em diversas regiões da capital paulista.

Aluguel está mais caro em São Paulo – Foto: reprodução/internet

Alta no Norte chama atenção

Outro destaque é Manaus.

A capital amazonense acumulou alta de 6,29% no aluguel no primeiro bimestre do ano.

No mesmo período:

  • IPCA: 1,03%

  • IGP-M: queda de 0,32%

O ritmo de valorização chega a ser seis vezes maior que a inflação oficial.

Gasolina dispara e já passa de R$ 9

Além da moradia, o combustível também pesa cada vez mais.

O preço médio da gasolina no Brasil subiu de R$ 6,30 para R$ 6,46 por litro entre os dias 8 e 14 de março, segundo a ANP.

Em São Paulo, o cenário é ainda mais crítico.

O maior valor registrado chegou a R$ 9,29 por litro, um dos patamares mais altos já vistos.

Fachada da Petrobras — Foto Reprodução

Diesel também sobe e entra no radar

O diesel acompanhou o movimento de alta.

A média nacional chegou a R$ 6,80, impactando diretamente o transporte de cargas e, consequentemente, o preço de produtos.

Diante desse cenário, órgãos como o Procon-SP passaram a monitorar possíveis abusos na formação de preços nos postos.

Diante desse cenário, a combinação de aluguel elevado e combustível em alta cria um cenário de forte pressão no custo de vida.

Em cidades como São Paulo, onde os valores já estão entre os mais altos do país, o impacto é ainda mais evidente.

Se esse ritmo continuar, a tendência é de redução do poder de compra e aumento da dificuldade para manter despesas básicas no dia a dia.

Em pronunciamento divulgado pelo Garagem360, Lula explicou os principais motivos pelos quais houve esse aumento.

E você, já observou esse aumento em São Paulo? Comente!

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Matheus Azevedo
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