Quantidade de mulheres motociclistas cresce 89% em oito anos

mulheres motociclistas
Fonte: Jornal de Paranavaí

O número de mulheres motociclistas deu um salto sem precedentes nos últimos oito anos. É o que afirma os dados do Denatram. O órgão revela que a quantidade de portadoras de CNH da categoria A (motos) era de 4 milhões, em média, em 2011. Enquanto isso, as mulheres motociclistas devidamente habilitadas somaram mais de  7,5 milhões, até o final de 2020. Os dados incluindo o ano de 2021 ainda não foram levantados pelo Denatram.

Com isso, há um aumento de quase 90% em oito anos de mulheres que têm habilitação para conduzir motos.

Crescimento entre as mulheres motociclistas a partir de 40 anos

Além disso, de acordo com a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) houve um aumento de habilitações categoria A entre mulheres com 40 anos ou mais.

Durante o período de 2011 a 2020, segundo a Abraciclo, cerca de 12% das novas mulheres motociclistas tinham entre 41 a 50 anos. Também, houve crescimento significativo entre as mulheres que passaram a circular com moto dentro da faixa etária de 51 a 60 anos. No caso, um aumento de mais de 200% na comparação entre 2011 a 2020.

Os motivos para as mulheres procurarem mais as motocicletas são a comodidade e, em especial, o trabalho. Nos últimos anos, com o aumento de entregas por delivery, mais mulheres enxergaram uma nova opção de renda. Os avanços tecnológicos das motocicletas e a luta pela igualdade entre os gêneros também impacta neste crescimento – já que por anos as motocicletas foram consideradas veículos para homens.

 

Foto: Pexels

“As empresas entenderam que vale a pena investir nesse público que é fiel e exigente. Além disso, a motocicleta é muito mais econômica e tem baixo custo de manutenção. Ou seja, ela se torna um veículo prático e viável para o dia a dia”, explica o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.

A publicitária Tatiana Sapateiro, de 58 anos, é um exemplo de mulheres motociclistas que optou por tirar a sua habilitação, há cerca de 3 anos. Ela explica que usa a moto para trabalhar, passear e ir ao mercado. “Não suportava mais o trânsito da capital paulista. Levava cerca de uma hora e meia para ir de casa até o trabalho. Até que resolvi testar e nunca mais deixei a moto”, disse a publicitária, em entrevista para o site da Abraciclo.

Além disso, Tatiana, depois que passou a usar motocicleta, criou a página de internet Mulheres de Scooter. A ideia, de acordo com a publicitária e motociclista, era apenas relatar passeios. No entanto, hoje traz dicas e relatos de mulheres motociclistas, a fim de incentivar o uso das motos pelo público feminino de todas as idades.

Erica Franco
Erica FrancoJornalista por formação, com mais de 15 anos de experiência em redação em geral. Passagens pelo caderno Máquina e Moto Máquina do jornal Agora São Paulo, Folha online, Jovem Pan, Uol, Mil Milhas, Revista e site Consumidor Moderno, Portal No Varejo, entre outros.
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