
O motorista que desconfia da quantidade de combustível entregue pode solicitar o teste de volume de 20 litros no posto.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis orienta que a verificação seja realizada na frente do consumidor, utilizando uma medida-padrão aferida e lacrada pelo Inmetro.
O procedimento permite comparar o volume efetivamente fornecido com a indicação da bomba.
Não é um teste da composição química do combustível: suspeitas sobre adulteração exigem outros métodos de análise.
Como funciona o teste dos 20 litros?
O funcionário deve utilizar um recipiente próprio, com capacidade nominal de 20 litros, e abastecê-lo seguindo o procedimento de medição.
A quantidade registrada na bomba é comparada com a escala do instrumento.
O equipamento precisa ser adequado e certificado. Um balde comum não oferece a precisão necessária para conferir uma bomba abastecedora.
O consumidor pode acompanhar a leitura e pedir esclarecimentos sobre o resultado.
O teste é importante porque pequenas diferenças, repetidas em muitos abastecimentos, podem representar prejuízo.
A aferição também contribui para identificar falhas que exigem fiscalização metrológica.
Qual é a margem de erro permitida?
A ANP informa tolerância de até 100 mililitros para mais e 60 mililitros para menos na medida de 20 litros.
Portanto, é incorreto dizer que a margem é de 60 mililitros nos dois sentidos.
| Referência | Volume |
|---|---|
| Medida nominal | 20 litros |
| Tolerância para mais | 100 ml |
| Tolerância para menos | 60 ml |
Quando a quantidade fornecida fica abaixo do limite admitido, há indício de irregularidade na medição.
O consumidor não deve tentar ajustar o equipamento: a fiscalização cabe aos órgãos competentes.
O que fazer diante de recusa ou irregularidade?
Se o posto recusar o teste ou apresentar um resultado suspeito, o motorista pode registrar o caso e buscar os canais de fiscalização.
A ANP recebe denúncias pelo telefone 0800 970 0267 e por atendimento em seu site oficial.
O Procon e os órgãos estaduais delegados do Inmetro também podem orientar sobre os procedimentos cabíveis.
É útil guardar a nota fiscal, registrar a data e identificar a bomba utilizada.
Durante a verificação, observe:
- Se a medida de 20 litros está aferida e lacrada.
- Se a bomba inicia a operação com o marcador zerado.
- Se o volume entregue respeita as tolerâncias informadas pela ANP.
O teste não exige que o motorista aceite uma explicação verbal sem conferência.
Acompanhá-lo e guardar informações objetivas facilita uma eventual denúncia.
O consumidor também pode consultar as orientações oficiais antes de procurar o posto.
Isso ajuda a distinguir a tolerância permitida de uma possível falha e evita conclusões precipitadas sobre a bomba.









