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Octanagem: entenda como ela influencia no consumo e na potência do veículo

Créditos: Pixabay
15 setembro, 2020
Da Redação

Muito tem se falado na octanagem ou no ou índice de octano da gasolina e como isso pode influenciar no consumo e na potência do veículo. Contudo, antes de mais nada, é importante entender o que ela é, de fato.

Pensando nisso, o Garagem 360 e Gilberto Pose, especialista em combustíveis da Raízen, explicam o que é e como ela pode melhor o desempenho do motor.

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O que é octanagem

A octanagem é um número que indica a capacidade dos combustíveis de resistir a altas temperaturas e pressões na câmara de combustão do motor antes de detonar. Ou seja, sem que a faísca da vela seja disparada pelo sistema de ignição. Quanto maior a octanagem, maior a resistência à detonação e melhor o desempenho do veículo.

Por exemplo, quando é dada a partida, os pistões começam a se movimentar dentro dos cilindros, fazendo pressão no combustível que está lá. O combustível, em mistura com o ar dentro do cilindro, resiste ao máximo a essa pressão e ao aumento de temperatura até que a vela de ignição produza a centelha para sua queima, o que faz o carro se movimentar. Essa resistência é a octanagem.

“Um combustível com octanagem baixa pode causar a famosa “batida de pino”, quando acontece uma pré-ignição dentro da câmara de combustão antes da centelha da vela, aumentando a temperatura. Esse problema parece inofensivo, mas a médio e longo prazo pode causar sérios e caros danos ao pistão, cilindro e cabeçote do motor”, alerta Gilberto.

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Como descobrir a octanagem do combustível

Existem dois métodos para calcular a octanagem de um combustível: o RON (Número de Octanas Pesquisa, na sigla em inglês) e o MON (Número de Octanas Motor, em inglês).

O RON observa a resistência do combustível à detonação em um motor-padrão, usados nos testes das montadoras de veículos, com compressão variável e rotação de 600 rpm.

Já o MON, faz a mediação com mistura de ar-combustível pré-aquecida no cilindro de combustão, ponto de ignição variável e velocidade do motor de 900 rpm.

No Brasil, o índice usado para quantificar a octanagem de um combustível é o RON. As distribuidoras idôneas oferecem produtos dentro das especificações ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Hoje, a gasolina comum e a gasolina aditivada vendidas no País devem ter no mínimo 92 octanas RON (com 93 RON a partir de 01/01/2022).

Gasolina de alta octanagem

Veículos com motores de alto desempenho, como os esportivos de luxo, por terem maior potência, precisam de combustíveis com maior octanagem. Para estes carros, o indicado é abastecer com gasolina premium.

“Segundo a ANP, as gasolinas de alta octanagem devem possuir um mínimo de 97 RON. Abastecer o veículo com octanagens muito acima disso não traz ganho de potência para o motor”, explica Gilberto.

“Mesmo os motores de baixa cilindrada ou flex podem ser abastecidos com combustível de alta octanagem. O impacto, porém, é mais perceptível em veículos com motores de alto desempenho”, acrescenta Gilberto.

Octanagem ou aditivados

Combustíveis premium e aditivados possuem detergentes dispersantes que ajudam a limpar o motor de resíduos, protegem e lubrificam as partes internas para se movimentarem mais suavemente, reduzindo o gasto de energia.

Além dos benefícios a médio e longo prazo para a saúde do motor, as distribuidoras contam com os aditivos para ajudar a melhorar ainda mais a performance dos veículos.

“Abastecer frequentemente com combustíveis aditivados evita o acúmulo de partículas que prejudicam o desempenho do motor, principalmente a médio e longo prazo”, conclui Gilberto.

A diferença entre os combustíveis premium e aditivados é a octanagem. Enquanto os combustíveis aditivados têm o mesmo índice de octanas que os combustíveis comuns (no mínimo 92 octanas RON para a gasolina), os premium tem uma octanagem superior.

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Na galeria, confira quais foram os 30 carros mais vendidos em agosto. Os dados são da Fenabrave e a galeria conta também com as picapes, que são classificadas como comerciais leves pela federação dos distribuidores,e, portanto, ficam em um ranking separado dos automóveis.

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