O novo patrocinador do Palmeiras deve render até R$ 30 milhões por temporada, mas o movimento escancara um contraste curioso: enquanto a Leapmotor busca espaço no futebol brasileiro, a BYD domina com folga o mercado de elétricos.
A seguir, entenda o tamanho desse acordo e o cenário real da marca no Brasil.
O contrato pode chegar a R$ 30 milhões por ano, com duração de dois anos. A estrutura do acordo tem dois pontos principais:
R$ 20 milhões fixos por temporada, aliás, essa informação foi divulgada, em primeira mão, pelo portal Nosso Palestra
Valores adicionais via projetos ligados à Lei de Incentivo ao Esporte
Além disso, a marca deve aparecer tanto no time masculino quanto no feminino.
Na prática, isso amplia o alcance da empresa dentro do clube e reforça a estratégia de visibilidade no Brasil.
Arias — Foto: Marcos Ribolli
BYD domina o mercado e deixa rivais muito atrás
Se no futebol a Leapmotor ganha espaço, no mercado automotivo o cenário é outro.
Os números mostram uma diferença grande:
Participação no mercado de eletrificados em 2026
BYD: 11.870 unidades (70,45%)
Leapmotor: 54 unidades (0,32%)
A distância não é pequena. A BYD já está consolidada no país, enquanto a Leapmotor ainda engatinha em volume e presença.
Por que a Leapmotor ainda aparece pouco
O desempenho tímido tem explicação direta: a marca chegou recentemente ao Brasil.
A operação começou em novembro de 2025, com a Stellantis liderando a estratégia no país.
O grupo, que controla marcas como Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën, é responsável pela distribuição e adaptação dos modelos.
Mesmo sem produção local, a estrutura inicial inclui:
34 concessionárias espalhadas pelo país
Centro de distribuição em Betim (MG)
Apoio do polo de desenvolvimento da Stellantis
Leapmotor – Foto divulgação
Esse centro em Minas Gerais é importante porque adapta os carros ao padrão de uso do brasileiro, algo essencial para aceitação no mercado.
Estratégia global e foco em elétricos
A Leapmotor é uma empresa jovem, com cerca de dez anos de existência. Ainda assim, já recebeu um investimento pesado: 1,5 bilhão de euros da Stellantis em 2023.
Desde 2024, a marca começou a vender fora da China. Hoje, a Stellantis detém 49% da empresa, o que reforça a aposta no crescimento global.
O posicionamento também é claro: foco total em eletrificação.
A empresa trabalha com:
Carros 100% elétricos
Modelos com sistema REEV (extensor de autonomia)
Esse sistema usa um pequeno gerador para aumentar o alcance do veículo, sem depender exclusivamente da bateria.
Patrocínio no futebol faz parte do plano
Entrar no futebol brasileiro não é por acaso. O Palmeiras oferece visibilidade nacional e internacional, algo que acelera o reconhecimento da marca.
Mesmo com participação pequena nas vendas, a estratégia é clara: ganhar exposição rápida enquanto a operação comercial amadurece.
A BYD fez algo parecido no início, mas hoje já colhe resultado com volume e liderança consolidada.