Nova lei da vistoria veicular avança e atinge carros com mais de 5 anos

Vistoria veicular obrigatória avança no Congresso e afeta veículos com mais de 5 anos. Entenda a proposta e tire suas dúvidas

Uma proposta em análise no Congresso pode mudar, de forma silenciosa, a vida de milhões de motoristas nos próximos anos.

A Câmara dos Deputados, por meio da Comissão de Viação e Transportes, aprovou um projeto que cria a inspeção veicular periódica obrigatória para veículos com mais de cinco anos de fabricação.

A medida ainda não virou lei, mas o avanço do texto indica que a fiscalização da frota brasileira pode deixar de ser pontual e passar a fazer parte do calendário anual de quem dirige.

Como a vistoria funciona hoje no Brasil

Atualmente, não existe uma inspeção periódica nacional. A vistoria costuma aparecer apenas em momentos específicos, como transferência de veículo, regularizações administrativas ou exigências criadas por legislações estaduais.

Na prática, cada estado aplica regras próprias, o que gera confusão. Muitos motoristas só descobrem a obrigação quando já estão diante de uma exigência do Detran ou em alguma fiscalização pontual.

O que a proposta da vistoria veicular pretende mudar

O projeto aprovado na comissão cria um modelo mais uniforme. A ideia é que veículos com mais de cinco anos passem por checagens regulares, avaliando pontos básicos de funcionamento e segurança.

Entre os focos da inspeção estariam:

  • condições gerais de segurança

  • emissões de poluentes

  • níveis de ruído

Hoje, essas verificações acontecem quase sempre em blitzes ou operações específicas. Com a nova regra, a inspeção deixaria de ser exceção e passaria a integrar a rotina do proprietário.

Vistoria de carros obrigatória

Projeto prevê obrigatoriedade da vistoria veicular | Foto: Reprodução

Casos em que a vistoria veicular também seria obrigatória

Além da idade do veículo, o texto amplia os cenários em que a inspeção seria exigida. Entram na lista:

  • veículos recuperados após roubo

  • situações de suspeita de clonagem

  • processos de transferência de propriedade

A intenção é reduzir a circulação de carros com problemas mecânicos graves ou irregularidades documentais que hoje passam despercebidas.

Quem apresentou o projeto e a justificativa

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo deputado Cezinha de Madureira ao Projeto de Lei 3507/25, de autoria do deputado Fausto Pinato.

Segundo o relator, vincular a inspeção à idade do veículo evita penalizar quem tem carro novo e considera a realidade econômica da maioria dos brasileiros, que mantém o mesmo automóvel por muitos anos.

Foto: reprodução/internet

O que acontece com quem não fizer a inspeção

Se a proposta for aprovada como está, rodar sem a inspeção válida ou com laudo de reprovação passa a ser infração grave. As penalidades previstas incluem:

  • multa de R$ 195,23

  • cinco pontos na CNH

  • retenção do veículo até a regularização

Ou seja, não seria apenas uma advertência. O carro poderia ser impedido de circular.

Quem define os critérios técnicos

Mesmo com o avanço do projeto, ainda não existe uma lista oficial do que será avaliado. Caso o texto vire lei, caberá ao Conselho Nacional de Trânsito definir:

  • periodicidade da inspeção

  • itens obrigatórios de verificação

  • procedimentos técnicos

É nesse ponto que devem surgir os detalhes que mais preocupam os motoristas.

O que ainda falta para virar lei

O projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça. Se for aprovado, ainda precisará passar pelo plenário da Câmara e, depois, pelo Senado Federal.

Até lá, o texto pode sofrer alterações, inclusive nos critérios e nas penalidades.

Segurança ou mais custo?

A proposta divide opiniões. Para defensores, a inspeção periódica reduz acidentes e melhora o controle ambiental. Para críticos, o risco é criar mais custos e burocracia para quem já enfrenta dificuldades para manter o carro em dia.

Se avançar, a inspeção veicular obrigatória tende a mudar a relação do brasileiro com manutenção preventiva.

E você, vê essa mudança como proteção ao trânsito ou como mais um peso no bolso do motorista?

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Matheus Azevedo
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