Montadora vende só 346 carros em 7 meses e corta 67 de 70 concessionárias no Brasil

A JAC Motors atravessa uma forte redução de escala no Brasil. Entre janeiro e julho de 2026, a marca emplacou apenas 346 automóveis e comerciais leves, contra 616 no mesmo período de 2025.
Ao mesmo tempo, sua rede de vendas caiu para somente três concessionárias.
O contraste com a estreia da fabricante é grande. Em 2011, a operação chegou a cerca de 70 pontos de venda e fechou aquele ano com 23,7 mil veículos emplacados.
Agora, a estratégia combina estrutura menor, vendas digitais e foco maior em picapes e veículos comerciais.
Quanto as vendas da JAC caíram em 2026?
Os 346 emplacamentos dos primeiros sete meses representam uma queda de 43,8% sobre as 616 unidades registradas no mesmo intervalo de 2025.
A retração vem depois de a marca cair de 2.022 veículos em 2024 para 988 em 2025.
A Hunter, por exemplo, é hoje o produto que sustenta a maior parte do volume. A picape somou 175 emplacamentos entre janeiro e julho e respondeu por 50,6% das vendas de leves da JAC no período.
Como a rede caiu de 70 para três concessionárias?
Na chegada oficial ao país, em março de 2011, a JAC abriu dezenas de lojas de uma vez e terminou aquele ano com cerca de 70 pontos.
A expansão perdeu força nos anos seguintes, acompanhando a queda de vendas e mudanças na estratégia da operação.
Em 2026, restaram concessionárias tradicionais em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.
O atendimento pós-venda é bem mais amplo: a empresa mantém cerca de 150 pontos entre oficinas e centros autorizados, que não devem ser confundidos com lojas de venda.
O que aconteceu com os elétricos da JAC?
Os automóveis elétricos, que já foram o centro da estratégia da marca, também perderam espaço.
Os emplacamentos desse grupo caíram de 375 unidades entre janeiro e julho de 2025 para 129 em 2026, recuo de 65,6%.
O E-JS1 está em fase final de comercialização e deve ser substituído pelo E-JS3.
A mudança ainda depende de lançamento oficial, após sucessivos adiamentos. Entre os modelos da antiga gama, E-JS4 e E-J7 não registraram emplacamentos neste ano.
A JAC está deixando o Brasil?
Não. A empresa afirma que passa por um reposicionamento.
Inclusive, a operação de veículos leves do Grupo SHC concentra esforços na Hunter, em picapes e comerciais elétricos, enquanto o futuro portfólio também prevê o JS8 Pro 1.5 turbo de sete lugares.
Além disso, os caminhões elétricos seguem relevantes: foram 101 unidades entre janeiro e julho, equivalentes a 57,39% desse segmento.
Portanto, o encolhimento é mais evidente no varejo de carros de passeio do que na presença geral da marca no país.









