Mitsubishi Eclipse herda bateria do rival, mas Nissan já entrega até 488 km por R$ 154 mil

A Mitsubishi vai ressuscitar o nome Eclipse num carro elétrico, o Eclipse Sportback EV 2027. Contudo, há uma revelação curiosa por trás dele: na prática, é um Nissan Leaf com outro emblema.
Ah, e o Leaf original já está à venda, mais barato e pronto.
O que significa “carro rebatizado”
Antes de tudo, vale explicar essa prática, que é mais comum do que parece.
Um “carro rebatizado” (ou rebadge) é quando uma montadora pega um modelo pronto de outra marca, muda alguns detalhes visuais e vende com o próprio nome e logo.
É exatamente o caso do Eclipse Sportback EV. Por baixo da carroceria, ele usa a plataforma, a bateria, o software e a mecânica do Nissan Leaf da nova geração.
A Mitsubishi mexeu basicamente no visual: para-choques, faróis, lanternas, rodas e, claro, os três diamantes no lugar do logo da Nissan.
Por que a Mitsubishi faz isso?
A resposta é simples: dinheiro e tempo. Desenvolver um carro elétrico do zero custa bilhões e leva anos de trabalho.
Como a Mitsubishi faz parte da mesma aliança da Nissan (e da Renault), ela pode aproveitar um projeto já pronto do parceiro e voltar rapidamente ao mundo dos elétricos, sem gastar uma fortuna.
É um atalho esperto, mas que tem um custo: o carro não tem identidade própria de verdade, e a Mitsubishi fica totalmente dependente da tecnologia da Nissan.
Irmão original já está na praça
Se o Eclipse é essencialmente um Leaf, por que não olhar direto para o Leaf, que já está à venda e, provavelmente, sairá mais barato?
O Nissan Leaf da nova geração parte de cerca de US$ 29.990, o equivalente a aproximadamente R$ 166 mil em conversão direta.
E entrega autonomia respeitável: de 417 km na versão de topo Platinum+ a 488 km na configuração de entrada S+, tudo com uma bateria de 75 kWh.
A expectativa é que o Eclipse custe um pouco mais que o Leaf, justamente por causa da roupagem diferente.
Vale a pena um carro “com outro emblema”?
Depende do que você valoriza. O lado bom é que o Eclipse herda um conjunto já testado e competitivo: boa autonomia, recarga rápida (de 10% a 80% em cerca de 35 minutos) e uma plataforma madura.
Levar isso a mais concessionárias até amplia as opções de elétricos acessíveis.
O lado fraco, no entanto, é a falta de personalidade e a dependência total da Nissan para atualizações e peças.
No fim, se você mora onde os dois serão vendidos, a conta é direta: vale comparar o preço final do Eclipse com o do Leaf e ver se a carroceria diferente justifica pagar mais.
Sendo o mesmo carro por baixo, o bolso costuma falar mais alto que o emblema.
Importante: o Eclipse Sportback EV foi anunciado para Estados Unidos e Canadá, e a Mitsubishi ainda não divulgou preço nem autonomia oficiais.
Não há confirmação de chegada ao Brasil, e os valores citados são conversões do preço americano, apenas para referência.
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.












