Levantamento diz que gasolina compromete boa parte da renda dos nordestinos; veja quanto

Renda do nordestino foi a mais afetada pelo aumento nos combustíveis. Leia o post e entenda como o valor pesa no bolso do brasileiro.

A quantia gasta para encher um tanque de 55 litros de gasolina comum representa 10% da renda das famílias do Nordeste. É o que mostra o boletim de fevereiro do Panorama Veloe. O levantamento reúne uma série de indicadores, incluindo a variação de combustíveis no país. Entenda como esse valor pesa na renda do nordestino. 

gasolina na renda do nordestino

Impacto na gasolina na renda do nordestino é maior do que em outras regiões (Foto: Pexels)

Gasolina pesa mais na renda do nordestino

Encher o tanque está se tornando uma tarefa cada vez mais penosa para as famílias brasileiras, principalmente para as dos Nordeste. Com média de 10%, o percentual é quase o dobro da média nacional, de 5,9%. 

A região Norte ficou em segundo lugar, mas ainda assim com um percentual relativamente menor, de 7,5%. As que apresentam o menor impacto sobre a renda familiar são a região Centro-Oeste, com 4,8%, e Sudeste, 4,9%. 

Maranhão e Bahia são os estados com maior peso. Em ambos, o índice é de 11,2%. Já  no Distrito Federal, o percentual representa 3,1%. Em seguida vem São Paulo, cujo comprometimento de renda familiar é de 4,4%. 

Média de preço dos combustíveis

Outro indicador, o Monitor de Preços de Combustíveis, mostra que preço médio cobrado nos postos pela gasolina foi de R$ 5,15 em fevereiro. O Ceará foi o estado em que a gasolina estava mais cara, sendo vendida a R$ 5,77 (média do preço por litro no estado). Já o estado com menor preço médio foi o Amapá, com média de R$ 4,793 por litro.

aumento nos combustíveis

indicador mostra aumento nos combustíveis (Foto: Pexels)

O Ceará permanece no topo em relação a gasolina aditivada, com média por litro de R$ 5,88. No Amapá, é vendida por, em média, 4,977. 

O etanol é mais caro em Roraima, com o litro vendido pela média de R$ 4,914 e mais barato em Mato Grosso, cujo preço médio é de R$ 3,523.

O Diesel pesa mais no bolso do morador do Acre, com preço médio de R$ 7,279. O menor valor médio é pago por quem mora no Tocantins, R$ 5,870. 

Por fim, o GNV (Gás Natural Veicular), com maior média no Paraná, por R$ 5,615. O valor mais baixo foi registrado no Pernambuco, cuja média é de R$ 3,640.

combustível mais caro

Com desoneração de impostos, combustíveis ficam mais caros (Foto: Pexels)

Renda do brasileiro cresceu em 2022

De acordo com o IBGE, a renda média do brasileiro aumentou em 2022. No ano passado, o rendimento domiciliar per capita no Brasil passou de R$ 1.367 para R$ 1.625. Este aumento representa quase 19% em relação a todo ano de 2021. 

O Distrito Federal ficou em primeiro, com renda média de R$ 2.913, seguido de São Paulo com R$ 2.148. Os menores rendimentos foram registrados em Alagoas, R$ 935, e Maranhão, R$ 810.

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Robson Quirino
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Robson Quirino

Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.

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