Honda HR-V acumula 566 roubos e furtos na Grande SP entre janeiro e julho, sobe 46% e fica 31 registros atrás do Nissan Kicks e 81 acima do Jeep Compass

O Honda HR-V registrou 566 roubos e furtos na Grande São Paulo entre janeiro e julho de 2026, aumento de aproximadamente 46% sobre o mesmo período de 2025.
Nesse recorte, ficou 31 ocorrências atrás do Nissan Kicks, que somou 597, e 81 acima do Jeep Compass, com 485.
O levantamento reúne registros da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo compilados pela Ituran.
Os números se referem à região metropolitana e não representam todos os casos do estado ou do Brasil.
HR-V sobe para 566 ocorrências e se aproxima do Kicks
No intervalo equivalente de 2025, o HR-V havia acumulado 388 registros.
Assim, o salto para 566 significa 178 ocorrências adicionais e crescimento arredondado de 46% em um ano.
O Kicks também apresentou alta, de 383 para 597 casos, ou aproximadamente 56%.
Já o Compass seguiu a direção contrária: caiu de 566 para 485 registros, recuo de cerca de 14% no período.
Os três modelos não aparecem isolados no levantamento.
O Jeep Renegade liderou a relação de SUVs da Grande São Paulo, com 631 ocorrências, à frente do Kicks, do HR-V e do Compass.
Por outro lado, a posição de cada veículo nessa lista mostra somente a quantidade de boletins registrada no intervalo.
Ela não revela quantos exemplares de cada modelo circulam na região nem quantos permanecem estacionados em áreas mais expostas.
Furtos concentram 89% dos registros de SUVs
No conjunto de SUVs analisados, a Grande São Paulo contabilizou 5.103 roubos e furtos entre janeiro e julho, ante 4.749 no mesmo intervalo de 2025. A elevação geral foi de 7,5%.
A participação dos furtos passou de 78% para aproximadamente 89% das ocorrências, segundo o estudo.
Furto envolve subtração sem violência ou ameaça à vítima; roubo pressupõe violência ou grave ameaça.
A distinção ajuda a interpretar o perfil dos registros.
Além disso, a capital paulista registrou avanço de 15%, de 3.518 para 4.051 casos.
Já os demais municípios da região, somados, apresentaram redução.
Portanto, nem toda localidade acompanhou o crescimento observado na cidade de São Paulo.
Contagem absoluta não equivale ao risco de cada dono
Um modelo com maior frota circulante pode registrar mais ocorrências simplesmente porque existem mais unidades expostas.
Sem dividir os boletins pela frota comparável, não é possível calcular a probabilidade individual de furto ou roubo.
Quem usa um SUV na região pode adotar cuidados objetivos, independentemente da posição de sua marca:
- Estacionamento: priorizar locais com controle de acesso e iluminação adequada.
- Proteção: conferir funcionamento de travas, alarmes e recursos originais de segurança.
- Seguro: comparar cobertura para furto, roubo e assistência conforme o perfil do condutor.
- Rotina: evitar deixar objetos à mostra e verificar o fechamento do veículo.
O levantamento também não permite atribuir o aumento do HR-V a uma falha de segurança específica sem investigação adicional. A estatística registra ocorrências, não estabelece a causa dos crimes.
Assim, Kicks, HR-V e Compass tiveram 597, 566 e 485 casos, respectivamente.
A comparação é útil para acompanhar a evolução regional, desde que o comprador não confunda volume de boletins com taxa individual de risco.










