GP de Mônaco pode deixar calendário anual da F1

Michael Schumacher: Fernando Alonso protagonizou uma dura briga com o alemão em 2006. O ápice da disputa foi no GP de Mônaco de 2006, quando Schumacher fez a pole provisória e resolveu “estacionar” sua Ferrari na curva Rascasse, perto da entrada do boxe. Com isso, a bandeira amarela foi acionada e Alonso não conseguiu completar sua volta rápida. A FIA julgou a ação de Schumacher como antidesportiva e puniu o alemão, que além de perder a pole, precisou largar no final do grid. O vídeo está aqui: https://is.gd/JxNOiP |Foto: ktpupp on Visual Hunt / CC BY-NC-ND
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Um dos GPs mais icônicos da F1 tem o seu futuro incerto a partir do próximo ano. Ainda sem um acordo firmado, o Grande Prêmio de Mônaco tem sofrido grande pressão da Fórmula 1 para abandonar muitas das suas regalias e implementar mudanças para que a pista ofereça um espetáculo melhor aos espectadores.

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Segundo os organizadores da prova, dentre eles o presidente do Automóvel Clube de Mônaco, Michel Boeri, a prova não deixará de ser realizada. Ele ainda apontou que o acordo com a F1 estava próximo de ser assinado. “Foi sugerido que as demandas da Liberty Media eram muito excessivas para Mônaco e que o GP não seria mais realizado. Isso não é verdade. Ainda estamos conversando com eles e posso garantir que o GP vai acontecer além de 2022. Não sei se o contrato será por três ou cinco anos, mas é uma questão de detalhe”, disse o executivo.

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Sem acordo

No entanto, mesmo com essas declarações, ainda não há uma renovação confirmada. Sendo que a Liberty Media acredita que atualmente o GP de Mônaco entrega pouca coisa em contrapartida das regalias que recebe, sendo que eles pagaram para receber a prova recentemente, tendo a corrida sido promovida por décadas de graça.

Com isso, mesmo que seja uma das provas mais glamourosas a compor o calendário da F1, ela tem deixado a desejar quando o quesito é emoção. Com os supercarros da Fórmula 1 ficando cada vez maiores, as ruas do principado não têm conseguido comportar os veículos, dificultando até mesmo que dois carros dividam boa parte das curvas do circuito. Ademais, nas últimas edições da prova, boa parte da emoção promovida pela competição tem vindo do alto desgaste dos pneus, sendo que até esse fator é comprometido pelo circuito, que não tem muitas curvas rápidas.

Já para as escuderias que disputam a Fórmula 1, Mônaco tem sido um gasto extra em seus orçamentos. Isso porque as equipes precisam desenvolver asas especiais por conta das peculiaridades das ruas de Monte Carlo. E mesmo que durante o calendário haja outros circuitos de rua, todos eles possuem uma velocidade média superior à vista no Principado – e, por conta disso, as configurações utilizadas lá são tão exclusivas. Dessa forma, com orçamentos cada vez menores e as contas apertadas, há uma grande pressão dos times para que Mônaco saia do calendário caso a prova não ofereça um acordo bem mais favorável que o que está em vigor.

Apesar da parte orçamentária pesar bastante na decisão, realmente a prova precisa de uma repaginada para proporcionar uma maior emoção para os espectadores, já que não é à toa que a F1 é a competição mais nobre do automobilismo e conta com fãs em todo mundo. No Brasil, por exemplo, muitos dos amantes das corridas, além de acompanharem os eventos de perto ainda palpitam em seus resultados, aproveitando plataformas como a 1xbet apostas, que cobre competições esportivas de todo o globo, oferecendo ainda a possibilidade do usuário personalizar seus palpites e utilizar códigos promocionais para incrementar o saldo e consequentemente suas chances de acerto.

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Possível solução

            Uma das prováveis soluções para resolver a questão é fazer com que o GP de Mônaco se torne uma prova bienal. Com isso, a corrida continuaria no calendário da Fórmula 1 e o impacto financeiro negativo acabaria sendo dividido. Este é um dos caminhos que vêm sendo analisados pela Liberty Media para alguns outros eventos, buscando melhorar a eficácia do atual calendário da competição.

Acredita-se que esta seja a alternativa mais plausível, ainda mais se levarmos em consideração que no ano que vem haverão mais dois novos Grandes Prêmios, Qatar e Las Vegas, além da possibilidade da prova da China retornar. Sendo que, em 2026, está prevista a volta da Audi e Porsche para F1, o que aumentaria a pressão para a realização de uma prova na Alemanha.

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Erica Franco
Erica FrancoJornalista por formação com mais de 15 anos de experiência em redação geral e automobilística. Passagens pelo caderno "Máquina e Moto" do Jornal Agora São Paulo, Folha online, Jovem Pan, Uol, Mil Milhas, Revista Consumidor Moderno, Portal No Varejo, entre outros. Atualmente dedica-se a função de editora do portal Garagem360, apurando notícias do universo automotivo e garantindo o padrão de qualidade dos conteúdos veiculados.
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