Geely EX2 enfrenta 1ª crise: clientes esperam por até 90 dias pelo rival da BYD

O Geely EX2 chegou ao Brasil com força suficiente para incomodar o BYD Dolphin Mini, mas o bom início também trouxe o primeiro problema para a marca: a falta de unidades em algumas concessionárias.
O hatch elétrico voltou a registrar fila de espera, com prazo que pode chegar a 90 dias, dependendo da versão e da cidade.
A situação aparece em um momento importante, já que o modelo disputa espaço entre consumidores que buscam um elétrico compacto, urbano e mais acessível.
A maior pressão recai sobre a versão Max, que aparece com prazos mais longos em diferentes praças. Já a configuração Pro ainda tem disponibilidade pontual em algumas lojas, embora também registre espera em determinadas regiões.
Geely EX2 tem fila de espera em várias cidades
O prazo informado por concessionárias varia conforme estoque, versão e previsão de chegada de novos lotes. Em Salvador e Alphaville, por exemplo, a espera pode chegar a 90 dias em algumas configurações.
No Rio de Janeiro, o prazo fica entre 30 e 60 dias, dependendo da versão. Em Brasília, a entrega da configuração Max pode ficar para agosto.
| Cidade/região | Versão citada | Prazo informado |
|---|---|---|
| Salvador (BA) | Pro e Max | até 90 dias |
| Alphaville (SP) | Max | até 90 dias |
| Alphaville (SP) | Pro | 30 a 40 dias |
| Rio de Janeiro (RJ) | Pro | pelo menos 30 dias |
| Rio de Janeiro (RJ) | Max | até 60 dias |
| Brasília (DF) | Max | entrega até agosto |
| São Paulo (Zona Sul) | Max | 45 a 60 dias |
A fila mostra que o EX2 despertou interesse rápido, mas também abre espaço para uma dor comum em lançamentos importados: o cliente pode gostar do carro, entrar na loja e não encontrar pronta entrega.
Preços e versões do Geely EX2
O EX2 é vendido no Brasil em duas versões principais. A Pro tem preço de referência de R$ 123.800, enquanto a Max aparece por R$ 136.800.
| Versão | Preço de referência |
|---|---|
| Geely EX2 Pro | R$ 123.800 |
| Geely EX2 Max | R$ 136.800 |
O modelo tem motor elétrico de 116 cv, bateria de 39,4 kWh e autonomia de 289 km pelo Inmetro. A recarga rápida de 30% a 80% pode ser feita em cerca de 21 minutos, segundo dados da marca.
Imposto maior aumenta pressão sobre a Geely
A fila também surge antes de uma mudança importante para os elétricos importados. Em julho, o imposto de importação para esse tipo de veículo deve subir de 25% para 35%.
Isso coloca a Geely em uma corrida para equilibrar estoque, preço e margem no Brasil. Caso a marca não consiga normalizar a chegada de unidades, o EX2 pode perder parte do impulso inicial justamente quando começou a ganhar força contra a BYD.
A saída de médio prazo está na nacionalização. A Geely planeja produzir o EX2 em São José dos Pinhais (PR), em estrutura ligada à Renault, com vendas do modelo nacional previstas para o último trimestre de 2026.
Até lá, o desafio será transformar a alta procura em entregas rápidas. Afinal, o EX2 já mostrou que tem público, mas agora precisa provar que consegue atender esse interesse sem deixar o comprador esperando demais.
Moysés Batista é editor de conteúdo no FDR, com foco em finanças pessoais, benefícios sociais, políticas públicas e direitos do cidadão. Bacharel em Letras pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), atua com foco na produção de conteúdos informativos orientados por dados oficiais e normas do Governo Federal. É responsável por análises e pautação sobre programas sociais, crédito, previdência e consumo, com ênfase em clareza, serviço ao leitor e verificação de informações públicas. E-mail para contato: [email protected]