Ford paralisa fábrica nos EUA

Os funcionários da Ford se juntaram aos da GM e da Stellantis nos Estados Unidos e cruzaram os braços. Com a adesão de 8.700 operários da fábrica da Ford em Louisville, Kentucky. Agora, já são 25 mil funcionários em greve no país.

Fabrica da Ford EUA
8.700 funcionários cruzam os braços na fábrica da Ford – Foto: Divulgação/ Ford

Sindicato mantém greve na Ford, GM e Stellantis

De acordo com o sindicato Automobile Workers (UAW), que representa os trabalhadores da indústria automotiva no país, a decisão se deve a recusa da montadora de oferecer uma nova proposta aos funcionários, já que a montadora fez a mesma oferta da semana passada.

“Foi uma medida inaceitável que desencadeou uma resposta forte e imediata”, declarou o UAW, que considera difícil chegar a uma solução com as principais montadoras do país. 

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A UAW iniciou uma paralisação contra Ford, General Motors e Stellantis no último dia 15 de setembro.

A princípio, com 13 mil trabalhadores e só aumentou desde então. Com a adesão dos funcionários da Ford o número chegou a 25 mil trabalhadores.

Esta é a primeira vez em 88 anos que as principais montadoras do país se veem em um cenário de paralisações simultâneas. Atualmente, são 43 fábricas afetadas em 21 estados. 

Entre as exigências dos operários estão o aumento de 36% nos salários. De acordo com os grevistas, se devem às altas margens de lucro das empresas nos últimos anos.

Essa greve geral é mais um exemplo das tensões existentes entre empresas automotivas e seus trabalhadores nos Estados Unidos. 

Montadora condena paralisação

Já a Ford se manifestou por meio de uma nota em que condena a greve, principalmente pelo tempo recorde de rejeição por parte do sindicato. 

 “A decisão do UAW de convocar uma greve na fábrica da Ford em Kentucky é extremamente irresponsável, mas não surpreende, dada a estratégia declarada da liderança sindical de manter as grandes montadoras dos EUA paradas por meses”, destaca a nota. 

Também ressalta a oferta excepcional feita e sua relevância positiva na qualidade de vida dos 57.000 trabalhadores representados pelo UAW, bem como o valor pago pela hora de trabalho. 

Para ela, seus funcionários estão entre “os trabalhadores horistas mais bem remunerados da indústria em qualquer lugar do mundo”.

Ainda segundo a montadora, a planta de Louisville gera receita superior a 25 mil milhões de dólares por ano. 

Além de afetar os quase 9.000 funcionários diretos na fábrica, a situação gera “réplicas dolorosas”, assim como o risco de outras operações adicionais da empresa e dos seus fornecedores.

Veja também: Ford faz acordo com o Governo da Bahia para utilização imediata da fábrica

Robson QuirinoSou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de viagens rápidas, mas sonho em viajar em um cosmic car para o espaço sideral.
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