Corolla Cross, BYD Song Pro ou GAC GS4: qual SUV pesa menos no bolso?

Comprar o SUV é só a primeira conta, isso porque depois vem o combustível, o IPVA, o seguro e as revisões. É aí que a escolha entre um SUV médio e outro pode fazer uma diferença de milhares de reais por ano.
Colocamos frente a frente três dos nomes mais comentados do segmento hoje: Toyota Corolla Cross, BYD Song Pro e GAC GS4. Veja qual deles realmente cabe no orçamento no longo prazo.
| Item | Toyota Corolla Cross | BYD Song Pro | GAC GS4 |
|---|---|---|---|
| Preço de entrada (híbrido) | R$ 207.192 (XRX Hybrid) | R$ 189.800 (GL) | R$ 190.000 (Premium) |
| Tipo de híbrido | Híbrido convencional | Híbrido plug-in (DM-i) | Híbrido convencional |
| Consumo | ~18,5 km/l na cidade | ~25 km/l + até 68 km 100% elétrico | Eficiente, sem uso de tomada |
| Seguro | Mais em conta, rede consolidada | ~2% a 3% do valor do veículo | Rede em expansão no Brasil |
| Manutenção (revisão) | Rede ampla, peças previsíveis | ~R$ 13 mil em 200 mil km rodados | Depende da oficina disponível na região |
| Ponto forte | Previsibilidade e confiabilidade | Economia máxima no dia a dia | Espaço e equipamentos pelo preço |
Corolla Cross, BYD Song Pro e GAC GS4:
O Corolla Cross parte de R$ 170.790 na versão XR a combustão, mas quem quer a versão híbrida XRX paga a partir de R$ 207.192.
Já o BYD Song Pro GL, híbrido plug-in, começa em R$ 189.800, mais caro que o Corolla Cross flex, porém mais barato que a versão híbrida do rival japonês.
O GAC GS4, recém-chegado ao Brasil, surpreende ao custar a partir de R$ 190.000, entregando também tecnologia híbrida de série, sem versão puramente a combustão.
Ou seja: comparando maçãs com maçãs, os três em versão eletrificada, o Song Pro sai como o mais em conta na hora da compra, seguido de perto pelo GS4.
Combustível: onde os híbridos disparam na frente
Aqui a distância aumenta. O Corolla Cross híbrido roda cerca de 18,5 km/l na cidade, um número muito bom para um motor a combustão auxiliado por elétricos.
O Song Pro, no entanto, vai além: por ser um híbrido plug-in, consegue rodar até 49 km ou 68 km (dependendo da versão) apenas na eletricidade, e ainda emenda um consumo médio combinado próximo de 25 km/l quando a bateria já foi usada.
Isso significa que, para quem consegue recarregar em casa ou no trabalho, boa parte da rotina urbana pode ser feita sem gastar uma gota de gasolina.
O GAC GS4, por sua vez, é um híbrido convencional (não plugável), com sistema que combina motor 2.0 aspirado e elétrico.
A proposta é eficiência sem depender de tomada, ficando numa posição intermediária entre o consumo do Corolla e a economia máxima do plug-in da BYD.

IPVA e seguro: o preço da tecnologia
Quanto mais caro e mais avançado o carro, maior tende a ser o IPVA, já que o imposto é calculado sobre o valor venal do veículo.
Nesse critério, o Corolla Cross tem uma vantagem histórica: por ser um modelo consolidado, com grande volume de vendas e rede de peças ampla, os seguros costumam sair mais em conta, movimento que se repete com outros modelos japoneses de alta confiabilidade.
Já os SUVs eletrificados chineses, como o Song Pro, pedem atenção redobrada na hora de contratar o seguro.
Estimativas de mercado apontam a mensalidade em torno de 2% a 3% do valor do veículo, e é essencial incluir coberturas específicas para o sistema elétrico e a bateria de alta tensão, que é a peça mais cara em caso de sinistro.
O GAC GS4 enfrenta um desafio parecido: por ser uma marca nova por aqui, a rede de seguradoras e oficinas especializadas ainda está em expansão, o que pode limitar as opções de apólice em algumas regiões.
Manutenção programada: aqui o Corolla ainda reina
Quando o assunto é revisão, o Corolla Cross segue como referência de previsibilidade.
A rede Toyota é uma das mais extensas do Brasil, o que segura o preço das peças e reduz o tempo parado na oficina — um fator que pesa bastante em rankings de carros baratos de manter em 2026.
O Song Pro, por outro lado, tem revisões programadas a cada 20 mil quilômetros, com valores que alternam entre atendimentos mais simples e mais completos.
Ao longo de 200 mil quilômetros rodados, o desembolso total com manutenção de um Song da linha BYD fica na casa dos R$ 13 mil — um valor competitivo, mas que ainda depende da expansão da rede de concessionárias no país.
O GAC GS4 vive o mesmo momento: por ser uma marca em fase inicial de operação no Brasil, vale confirmar a disponibilidade de oficinas autorizadas na sua região antes de fechar negócio.
Então, qual pesa menos no bolso?
Não existe resposta única, e tudo depende do seu perfil de uso:
- Quem roda muito e prioriza previsibilidade de manutenção e seguro mais barato tende a sair ganhando com o Corolla Cross, especialmente na versão híbrida.
- Quem tem onde recarregar e quer economizar ao máximo no dia a dia sai na frente com o Song Pro, mesmo com um seguro um pouco mais caro.
- Já quem busca equilíbrio entre espaço, equipamentos e preço de entrada competitivo pode considerar o GAC GS4, mas vale pesquisar a rede de assistência antes de decidir.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Instagram: @manueldiasoficial