Brasil passa Rússia e vira maior comprador de carros chineses do mundo após alta de 147%

O Brasil acaba de assumir uma liderança que diz muito sobre a transformação do mercado automotivo nacional.
Pela primeira vez na história, o país se tornou o maior importador de carros chineses do mundo, superando compradores tradicionais como Rússia e Bélgica.
Entre janeiro e maio de 2026, os brasileiros compraram US$ 5,2 bilhões em veículos vindos da China, um salto de 146,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da própria alfândega chinesa.
GAC Aion V ganha espaço enquanto SUV da Volvo despenca 55% e sai do top 10
LEIA A MATÉRIA →
O tamanho da virada impressiona. Um ano antes, no mesmo intervalo, o Brasil havia importado US$ 2,1 bilhões e ocupava apenas a sexta posição no ranking mundial.
Em doze meses, o valor mais que dobrou e catapultou o país do sexto lugar direto para o topo, um movimento raro de se ver em estatísticas de comércio internacional.
Como o Brasil chegou ao topo do ranking?
A ultrapassagem se deu sobre nomes de peso no comércio automotivo global. Para dimensionar a nova hierarquia, vale olhar os principais importadores de veículos chineses no período:
- Brasil: US$ 5,2 bilhões, agora na liderança mundial.
- Rússia: US$ 5 bilhões, empurrada para a segunda posição.
- Bélgica: US$ 3,8 bilhões, tradicional porta de entrada de veículos na Europa.
A diferença para a Rússia é relativamente estreita, mas simbólica.
O país havia sido, nos últimos anos, um dos maiores destinos dos automóveis chineses, em parte por conta das sanções ocidentais que reduziram a oferta de marcas europeias e americanas por lá.
Ver o Brasil passar à frente mostra a força que a demanda brasileira ganhou em pouquíssimo tempo.
Os eletrificados puxam a fila
Se há um motor por trás desse crescimento, ele é elétrico.
Dos US$ 5,2 bilhões importados nos primeiros cinco meses do ano, nada menos que US$ 4,5 bilhões corresponderam a veículos eletrificados, entre elétricos puros e híbridos.
Só nos meses de abril e maio, o volume dessa categoria alcançou US$ 2,7 bilhões, sinalizando uma aceleração ainda mais forte na reta recente.
Enquanto em 2021 elétricos e híbridos representavam cerca de 33% do total de veículos importados da China, essa fatia saltou para 87% em 2025.
Ou seja, hoje quase tudo o que o Brasil traz de carro chinês roda, total ou parcialmente, com energia elétrica.
O país também assumiu a dianteira mundial especificamente no segmento de eletrificados, deixando Bélgica e Reino Unido para trás.
Por que as importações dispararam?
Analistas apontam, em primeiro lugar, uma corrida para aproveitar janelas de tributação mais baixa antes que as alíquotas de importação subissem, o que levou marcas e importadores a anteciparem embarques e engordarem estoques no país.
Do lado chinês, há uma política de exportação mais agressiva, adotada para compensar a fraqueza da demanda interna na China.
Com o mercado doméstico desaquecido, as montadoras do país passaram a escoar produção para o exterior com mais intensidade, e o Brasil, com seu mercado grande e receptivo, virou destino prioritário.
Some-se a isso a crescente aceitação do consumidor brasileiro aos veículos eletrificados, nicho que as marcas chinesas dominaram enquanto as fabricantes tradicionais ainda engatinhavam.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias









