As greves que abalaram o mercado automotivo brasileiro em 2023

Este ano algumas empresas demitiram, mas foram as greves que surpreenderam. Veja as principais greves do mercado automotivo brasileiro.

Em 2023 as greves abalaram o mercado automotivo brasileiro. A principal foi realizada pelos da GM, mas Renault e Volkswagen também cruzaram os braços. Entre os motivos estão demissões ilegais e falta de segurança nas linhas de produção. 

Veja essa pequena retrospectiva dos principais casos de greves no país neste ano, assim como o desfecho de cada situação. 

A Greve dos funcionários da GM foi a maior do mercado automotivo brasileiro - Foto Sindimetal SJC

 

A Greve dos funcionários da GM foi a maior do mercado automotivo brasileiro – Foto Sindimetal SJC

 

As greves que abalaram o mercado automotivo brasileiro em 2023

Acompanhe:

General Motors (GM)

A mais grave foi sem dúvida a paralisação da GM. Um belo sábado (21/10), cerca de 800 trabalhadores receberam e-mails e telegramas informando suas demissões, assim como o pagamento de seguro e outros benefícios. 

Na ocasião, foram 400 trabalhadores da unidade de São José dos Campos, 300 em São Caetano do Sul e 100 em Mogi das Cruzes. 

As três unidades juntas concentram 12 mil pessoas funcionários, que respondem pela produção das picapes S-10 e Montana, a perua Spin e o SUV Trailblazer, entre outros componentes para outros modelos da marca.

Ocorre que as demissões ocorreram quando os trabalhadores estavam afastados sobre o regime de layoff, que previa, entre outras coisas, a estabilidade dos empregos por 10 meses. 

O resultado foi uma greve que se iniciou na segunda-feira (25), que mobilizou mais de 1000 funcionários e sindicatos. 

“A GM não pode simplesmente descumprir o acordo de estabilidade e desrespeitar a legislação que prevê a obrigatoriedade de negociação prévia em caso de demissão em massa. Mas nós não vamos abaixar a cabeça”. 

Essa fábrica só volta a rodar depois que cancelar as demissões”, afirmou o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Renato Almeida.

Embora tenha em seu portfólio alguns dos carros mais vendidos do país em seus segmentos, como é o caso do Onix, Onix Plus e Tracker, a montadora alegou queda nas vendas e exportações. 

Em pouco mais de duas semanas, a Justiça do Trabalho determinou e a GM voltou atrás, readmitindo os funcionários. 

Renault

A mais recente foi a Renault, que neste mesmo ano recebeu o prêmio Great Place to Work (Melhores Empresas para Trabalhar) no Estado do Paraná.

Os funcionários da fábrica de São José dos Pinhais, PR, paralisaram a produção por falta de segurança na linha de utilitários da CVU, Curitiba Veículos Utilitários. Na unidade trabalham 200 profissionais e é de sai a Oroch.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba ocorreram acidentes em uma das estruturas suspensas, que se romperam causando a derrubada parcial ou total de veículos.

“Os incidentes ocorridos em 2023 com as guias laterais do transportador da fábrica CVU geraram danos materiais somente à Renault, não havendo nenhuma consequência para colaboradores”. 

“Os reparos necessários e as medidas de segurança foram realizados por uma empresa especializada com emissão de laudo técnico e ART, Anotação de Responsabilidade Técnica, pelo engenheiro responsável”.

A denúncia foi enviada ao Ministério do Trabalho, mas até o momento não houve resposta. 

Volkswagen

Uma semana após o fim do programa de “Carro Popular” do governo, que ofereceu descontos de até R$ 10 mil nos modelos mais acessíveis, a Volkswagen comunicou o layoff de 800 dos 3200 funcionários. 

A suspensão dos contratos foi comunicada ao Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (Sindimetau) e se iniciou no dia 1º de agosto. A medida vale apenas para a plaanta da montadora em Taubaté. 

Assembleia funcionários da Volkswagen em Taubaté - Sindimetau

 

Assembleia funcionários da Volkswagen em Taubaté – Sindimetau

 

Em nota ao Jornal O GLOBO, a montadora protocolou o layoff para um dos turnos de produção com início em 1º de agosto, a princípio com duração de 2 meses. 

Segundo o documento, as ferramentas para a flexibilização estão previstas em Acordo Coletivo firmado entre o Sindicato e os funcionários da Volkswagen.

Além disso, garante a estabilidade dos empregos, mas pode ser estendida por até 5 meses. 

 

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Robson Quirino
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Robson Quirino

Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.

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