
Os financiamentos de veículos usados somaram 3,210 milhões de unidades no Brasil entre janeiro e agosto de 2026, contra 1,926 milhão de veículos novos.
A diferença chegou a 1,284 milhão de operações, ou cerca de 1,28 milhão, segundo levantamento da Trillia, empresa de dados da B3.
O resultado mostra a força do mercado de segunda mão no crédito automotivo.
O recorte considera automóveis, comerciais leves, motocicletas e veículos pesados, e não somente carros de passeio, distinção fundamental para interpretar o tamanho do setor.
Usados concentram mais de 62% das unidades financiadas em 2026
O total de contratos de financiamento atingiu 5,136 milhões de veículos nos oito primeiros meses do ano, crescimento de 10% sobre igual intervalo de 2025.
Desse volume, os usados responderam por aproximadamente 62,5%; os novos ficaram perto de 37,5%.
Em termos absolutos, a vantagem dos seminovos e usados chega aos 1,284 milhão de unidades.
Isso não significa que todos tenham preços ou taxas de juros menores.
O levantamento contabiliza quantidades de veículos com financiamento, sem comparar diretamente o custo de cada operação.
| Financiamentos até agosto/2026 | Unidades | Participação |
|---|---|---|
| Veículos usados | 3,210 milhões | 62,5% |
| Veículos novos | 1,926 milhão | 37,5% |
| Total | 5,136 milhões | 100% |
| Diferença a favor dos usados | 1,284 milhão | — |
Agosto registra quase 684 mil financiamentos de veículos
Considerando apenas agosto, a B3 identificou 683.928 unidades financiadas.
Foi o maior resultado para esse mês desde 2011, quando o mercado havia registrado 729.672 unidades.
O avanço anual de agosto alcançou 10,4%.
Entre automóveis e comerciais leves, agosto apresentou aproximadamente 478 mil financiamentos.
O segmento foi dominado por usados, que responderam por cerca de 350 mil operações, diante de 127 mil veículos novos.
As quantidades foram arredondadas na divulgação por categoria.
As motocicletas também tiveram peso relevante, com aproximadamente 179 mil unidades financiadas.
Já o grupo de veículos pesados, que inclui caminhões e ônibus, somou perto de 27 mil contratos no mês.
Crédito aquecido exige cuidado com parcelas e juros
A procura por usados amplia as opções de compra, mas exige atenção redobrada à procedência e ao estado mecânico do veículo.
Um financiamento de prazo longo pode elevar substancialmente o custo final, mesmo quando o preço inicial parece atrativo.
Antes de assinar o contrato, o comprador deve conferir:
- Custo Efetivo Total (CET), que inclui juros e encargos.
- Valor da entrada, número de parcelas e montante total a pagar.
- Condições de quitação antecipada, seguro e eventuais serviços adicionais.
Para os próximos meses, a trajetória dependerá das taxas de juros, do risco de inadimplência e da oferta de crédito.
Até agosto, porém, o mercado usado manteve uma liderança expressiva no financiamento de veículos brasileiros.










