Etanol cai 2,82% a R$ 4,13 e fica R$ 2,60/l abaixo da gasolina; vantagem cresce na maior parte do país

O etanol voltou a ganhar espaço no bolso do motorista em agosto.
O preço médio nacional caiu 2,82%, de R$ 4,25 para R$ 4,13 por litro, enquanto a gasolina recuou apenas 0,44% e fechou o mês em R$ 6,73.
A diferença entre os dois combustíveis chegou a R$ 2,60 por litro.
Na média nacional, o etanol passou a custar cerca de 61,4% do preço da gasolina, relação que o mantém abaixo do critério de 70% usado como referência para avaliar vantagem econômica em muitos carros flex.
Etanol caiu seis vezes mais que a gasolina em agosto
A redução percentual do biocombustível foi mais de seis vezes maior que a registrada pela gasolina.
O movimento completa o quarto mês consecutivo de queda e reflete uma oferta doméstica mais robusta, favorecida pela safra e pelo maior direcionamento das usinas à produção de etanol.
| Combustível | Preço médio | Variação em agosto |
|---|---|---|
| Etanol | R$ 4,13/l | -2,82% |
| Gasolina | R$ 6,73/l | -0,44% |
| Diferença | R$ 2,60/l | — |
O cálculo de 61,4% serve como referência nacional, mas não substitui a comparação no posto.

A gasolina ainda aparece como opção mais competitiva em seis estados (Imagem: Reprodução/Canção Nova)
O consumo relativo muda de um carro para outro e os preços variam bastante entre cidades, por isso o motorista deve dividir o valor do etanol pelo preço da gasolina antes de abastecer.
Etanol aparece mais competitivo em 21 unidades da federação
O levantamento indica vantagem mais ampla para o biocombustível na maior parte do país.
A gasolina ainda aparece como opção mais competitiva em seis estados: Alagoas, Maranhão, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Nas demais unidades da federação, o etanol ganha espaço pelo critério adotado.
- Sudeste teve etanol médio de R$ 3,99;
- Centro-Oeste ficou em R$ 4,08;
- Norte registrou a maior média, de R$ 5,19;
- São Paulo teve a menor média estadual, de R$ 3,80.
Entre as cidades pesquisadas, Jeriquara (SP) apresentou etanol a R$ 2,99 por litro. Na outra ponta, Itarema (CE) e Codó (MA) chegaram a R$ 5,99.
A distância mostra por que a decisão precisa considerar o preço local, e não apenas a média brasileira.
Oferta maior ajuda a explicar a sequência de quedas
O cenário de preços recebe suporte do setor sucroenergético.
A projeção para a safra de cana aponta produção de 705,2 milhões de toneladas, com alta de 4,7%, ao mesmo tempo em que a fabricação de etanol de cana deve crescer 9,7% e a de etanol de milho, 17%.
Mais oferta tende a aumentar a competição entre os combustíveis, especialmente em estados produtores.
Porém, petróleo, câmbio, tributos e custos logísticos continuam capazes de alterar a relação rapidamente.
Para quem usa carro flex, a queda de agosto amplia a margem do etanol na conta nacional.
A economia nominal de R$ 2,60 por litro significa R$ 130 de diferença em um abastecimento de 50 litros, antes de considerar a diferença de consumo entre os combustíveis.








