Nem o carro mais barato escapa: 6 itens de segurança que todo zero-km tem no Brasil

Confira itens de segurança que podem salvar vidas em um carro.

Quem comprou um carro popular há uma década e voltou a pesquisar um zero-quilômetro agora provavelmente se surpreendeu:

  • até o modelo mais barato do mercado hoje sai de fábrica com um pacote de segurança que, não muito tempo atrás, era exclusividade de versões caras ou de importados

A mudança não é fruto de generosidade das montadoras, mas de uma série de regulamentações do Contran que tornaram obrigatórios itens capazes de salvar vidas.

Ao entrar em uma concessionária e escolher o carro de entrada da linha, o consumidor já leva para casa tecnologias que reduzem o risco de acidentes e protegem os ocupantes em caso de colisão.

Conhecer esses seis itens ajuda a entender o quanto o carro nacional evoluiu e por que vale a pena essa proteção. Confira quais são.

1. Controle eletrônico de estabilidade (ESC)

Considerado por muitos especialistas o avanço mais importante da segurança automotiva desde o cinto, o ESC funciona como um vigilante eletrônico permanente.

Por meio de sensores, o sistema monitora a trajetória do carro e a intenção do motorista.

Quando percebe risco de derrapagem ou perda de controle, ele age sozinho, freando rodas de forma individual e, se preciso, cortando potência do motor para trazer o veículo de volta à linha.

Sua utilidade aparece justamente nos momentos mais críticos: curvas fechadas, desvios bruscos de um obstáculo na pista ou piso escorregadio pela chuva.

Brasil lidera compra de carros chineses no mundo
MERCADO GLOBAL
Brasil passa Rússia e vira maior comprador de carros chineses do mundo
ENTENDA O RECORDE →

Obrigatório em todos os carros novos vendidos no país desde 2024, por força da Resolução Contran nº 954/2022, o ESC é um dos itens que mais impacto tem na prevenção de acidentes graves.

2. Freios ABS

Companheiro histórico do controle de estabilidade, o sistema de freios ABS impede que as rodas travem durante uma frenagem de emergência.

Quando o motorista pisa fundo no pedal em uma situação de pânico, o ABS modula a pressão de frenagem para manter os pneus girando, o que permite continuar esterçando o volante e desviar de um obstáculo mesmo enquanto freia.

A diferença entre parar com controle e derrapar sem rumo pode ser o que separa um susto de uma tragédia, especialmente em piso molhado.

Regulamentado pela Resolução Contran nº 915/2022, o ABS é hoje presença garantida em qualquer zero-quilômetro nacional, do hatch mais simples ao SUV mais caro.

3. Airbags frontais

Talvez o item de segurança mais conhecido do grande público, o airbag frontal se tornou sinônimo de proteção em colisões.

Em um impacto de frente, as bolsas infláveis do motorista e do passageiro disparam em fração de segundo, amortecendo o choque da cabeça e do tórax contra o volante e o painel, e reduzindo drasticamente a gravidade das lesões.

Trabalhando em conjunto com o cinto de segurança, os airbags frontais são peça central dos sistemas de proteção passiva dos veículos.

A obrigatoriedade, prevista na Resolução Contran nº 964/2022, garante que nenhum carro novo saia das lojas sem esse equipamento, independentemente da faixa de preço.

4. Luzes de condução diurna (DRL)

Nem todo item de segurança serve para o momento do acidente, alguns existem justamente para evitá-lo.

É o caso das luzes de condução diurna, as DRLs, geralmente feitas de LED, que acendem automaticamente assim que o carro é ligado.

A função delas não é iluminar a estrada, e sim tornar o veículo mais visível para outros motoristas e pedestres durante o dia.

Essa visibilidade extra ajuda a reduzir o risco de colisões, especialmente em condições de luz ruim ou tráfego intenso. Obrigatórias para os novos projetos de veículos desde o início de 2024, conforme a Resolução Contran nº 970/2022, as DRLs se tornaram uma assinatura visual dos carros modernos, unindo estética e segurança.

5. Cintos de três pontos para todos os ocupantes

Durante muito tempo, o passageiro do meio, no banco traseiro, contava apenas com um cinto subabdominal de dois pontos, que oferece proteção limitada e não segura a parte superior do corpo.

Essa lacuna foi corrigida por regulamentação que se tornou totalmente obrigatória, exigindo cintos de três pontos e apoios de cabeça para todos os ocupantes do veículo.

A mudança, amparada pela Resolução Contran nº 951/2022, representa um avanço decisivo na proteção contra lesões graves, sobretudo na região cervical, em caso de colisão.

 Agora, todos os passageiros, e não apenas os da frente, contam com o mesmo nível de retenção em um impacto, o que é especialmente importante para quem transporta a família com frequência.

6. Alerta de cinto de segurança desafivelado

Pode parecer um detalhe pequeno diante dos demais, mas o aviso sonoro e visual de cinto desafivelado tem grande eficácia em reforçar um hábito que salva vidas.

O sistema simplesmente não deixa o ocupante esquecer de se proteger, insistindo com alertas até que o cinto seja colocado.

A regulamentação recente expandiu bastante o alcance desse recurso.

Antes limitado ao banco do motorista, o alerta passou a ser obrigatório também para os passageiros, inclusive os do banco traseiro, conforme a Resolução Contran nº 936/2022. 

Assim, o carro incentiva a proteção de todos a bordo, combatendo a perigosa displicência de rodar sem cinto em trajetos curtos.

Toda essa lista, consolidada principalmente pela Resolução Contran nº 993/2023, que reúne os equipamentos obrigatórios, mostra que o piso de segurança dos carros brasileiros subiu de patamar.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Entrar no canal do Whatsapp Entrar no canal do Whatsapp