Mitsubishi volta aos elétricos com Eclipse de 75 kWh e recarga em 35 minutos

Depois de cerca de uma década longe do mundo dos carros elétricos, a Mitsubishi prepara seu retorno ao segmento, e escolheu um nome carregado de história para isso.
O modelo se chama Eclipse Sportback EV 2027, um crossover elétrico que traz bateria de 75 kWh com refrigeração líquida e capacidade de recarga rápida que leva a bateria de 10% a 80% em aproximadamente 35 minutos.
A estreia está marcada para os Estados Unidos e o Canadá, entre o fim do verão e o início do outono no hemisfério norte.
A marca dos três diamantes não vendia um elétrico puro nos Estados Unidos desde a saída do pequeno i-MiEV, anos atrás, tendo como única opção eletrificada recente o Outlander PHEV, híbrido plug-in que combina motor a combustão e bateria.
O Eclipse Sportback EV, portanto, recoloca a Mitsubishi na disputa dos carros a bateria, mas de um jeito que já está dando o que falar.
Eclipse: a ficha técnica do retorno elétrico

Para entender o que o novo Eclipse oferece, vale reunir os principais números confirmados até agora:
- Bateria: 75 kWh com refrigeração líquida.
- Recarga rápida (DC): aceita até 150 kW, elevando a carga de 10% a 80% em cerca de 35 minutos.
- Padrão de conector: NACS, o mesmo da Tesla, o que permite usar diretamente a rede Supercharger na América do Norte.
- Carroceria: crossover de linhas esportivas, com para-choques, assinaturas de luz e rodas próprias.
O padrão de recarga NACS é um dos pontos mais relevantes da proposta, já que dá ao motorista acesso imediato à ampla rede de carregadores rápidos da Tesla.
O segredo por trás do projeto: um Nissan Leaf rebatizado
Embora a Mitsubishi descreva o Eclipse Sportback EV como um veículo totalmente novo, a verdade é que ele nasce sobre a próxima geração do Nissan Leaf, e a própria marca confirma que o modelo vem de sua parceira Nissan, integrante da aliança que reúne também a Renault.
Na prática, isso significa que plataforma, bateria, software e componentes mecânicos são compartilhados com o Leaf. Não por acaso, os números de recarga e da bateria repetem exatamente as especificações do japonês.
O que a Mitsubishi realmente desenvolveu de exclusivo se concentra na aparência: para-choques redesenhados, novas lanternas, rodas de liga com desenho esportivo e, claro, os emblemas dos três diamantes.
Por que a Mitsubishi fez o Eclipse elétrico?
A estratégia tem uma lógica bem clara, ainda que renda críticas. Desenvolver um crossover elétrico do zero exigiria anos de trabalho e bilhões em investimento, um custo que a Mitsubishi preferiu evitar.
Ao aproveitar o projeto pronto do Leaf, a marca consegue um retorno rápido e econômico ao mercado de EVs, pulando justamente a etapa mais cara e demorada.
Esse tipo de compartilhamento de projetos é, aliás, uma das razões de existir da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi.
A ideia sempre foi permitir que as marcas dividissem tecnologia para reduzir custos, e o Eclipse Sportback EV é um exemplo prático disso.
Cerca de 300 concessionárias na América do Norte devem vender o modelo, ampliando o alcance de um produto que exigiu pouco desenvolvimento próprio.
Os pontos ainda em aberto
Apesar da ficha técnica já revelada, dois dados decisivos continuam sem confirmação: preço e autonomia. E são justamente eles que vão determinar a competitividade real do modelo.
Como referência, o Nissan Leaf que serve de base oferece alcance estimado entre 417 km e 488 km, dependendo da versão, e parte de cerca de US$ 29.990, algo em torno de R$ 166.500 na conversão direta.
A expectativa é que o Eclipse chegue com preço um pouco acima do Leaf, justificado pela carroceria diferenciada e pelo peso do nome.
Vale lembrar que “Eclipse” já identificou um cupê esportivo no passado e depois o utilitário Eclipse Cross, e agora passa a batizar um crossover elétrico, mais uma reinvenção de um nome tradicional da marca.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias









