Chevrolet Tracker deve nascer da base do Hyundai Creta em mudança histórica
Prepare-se para uma das maiores reviravoltas da indústria automotiva brasileira: a próxima geração do Chevrolet Tracker deve nascer sobre a base do novo Hyundai Creta.
O que parecia impensável está nos planos oficiais da aliança global firmada entre General Motors e Hyundai, e o cronograma do projeto voltou aos holofotes.
Como vai funcionar a união: Chevrolet e Hyundai
O acordo entre as duas gigantes prevê o desenvolvimento conjunto de uma família de veículos, e o Brasil é peça central da estratégia.
No pacote confirmado pelas montadoras estão um SUV compacto, um carro de passeio, uma picape compacta, além de uma picape média liderada pela GM e uma van elétrica exclusiva para os Estados Unidos.
Traduzindo para o showroom brasileiro: o SUV compacto da aliança é justamente o projeto que dará origem aos sucessores de Tracker e Creta.
A conta fecha com o calendário do sul-coreano, a nova geração global do Creta é esperada para 2027, abrindo caminho para que os modelos desenvolvidos em conjunto comecem a chegar ao Brasil a partir de 2028.
Um detalhe importante para o consumidor: apesar da plataforma compartilhada, cada modelo terá design externo e interno exclusivo, preservando a identidade de cada marca.
A arquitetura será flexível, preparada tanto para motores a combustão quanto para sistemas híbridos, um trunfo e tanto em um mercado que abraçou de vez a eletrificação.

Por que a mudança é histórica
A virada representa o fim de uma era na Chevrolet.
As atuais gerações de Onix, Onix Plus, Tracker e Montana foram desenvolvidas em parceria com a chinesa SAIC — projeto que agora será substituído pela engenharia sul-coreana.
Além disso, será apenas a segunda vez na história que o Tracker nasce da base de outro carro: no início dos anos 2000, o SUV derivou de um projeto da Suzuki, fruto de outra aliança da GM.
Há ainda uma ironia saborosa no enredo: hoje, Tracker e Creta brigam cliente a cliente no segmento mais disputado do Brasil. O Tracker é produzido em São Caetano do Sul (SP), e o Creta, em Piracicaba (SP).
Uma aliança contra os chineses
A lógica por trás da união é clara: dividir custos e ganhar velocidade de desenvolvimento para reagir ao avanço agressivo das marcas chinesas, que lançam produtos em ritmo muito mais acelerado que as montadoras tradicionais.
Executivos das duas empresas já resumiram o espírito do acordo — mais opções para o consumidor, com maior agilidade e menor custo.
O timing não poderia ser mais simbólico: como mostrou o Garagem360, o Tracker fechou o primeiro semestre de 2026 em queda no ranking, superado até por BYD Song, Kwid e Mobi.
A nova geração sobre base coreana, portanto, chega com missão dupla — cortar custos e devolver o SUV da gravatinha dourada à briga pelo topo.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Instagram: @manueldiasoficial







