Tracker perde fôlego e fica atrás de BYD Song, Kwid e até Mobi

O fechamento do primeiro semestre de 2026 trouxe um retrato incômodo para a Chevrolet.
O Tracker, que já foi o SUV mais vendido do Brasil e por anos frequentou o topo do ranking geral, perdeu fôlego e terminou os seis primeiros meses do ano atrás de rivais improváveis.
Além de ser superado pela linha BYD Song, o SUV ficou abaixo até de dois modelos de entrada, o Renault Kwid e o Fiat Mobi, segundo os dados de emplacamentos da Fenabrave.
Os números que expõem a queda do Tracker
O placar do semestre não deixa margem para dúvida.
- O Fiat Mobi, mais barato da gama da marca italiana, somou 33.492 emplacamentos no período.
- A família BYD Song, que reúne as versões Pro e Plus na contagem da Fenabrave, veio logo atrás, com 31.524 unidades, garantindo a 10ª posição entre os automóveis.
- Na sequência aparece o Renault Kwid, com 30.564 registros — e só depois dele surge o Chevrolet Tracker no ranking geral.
O recorte de junho confirma a tendência: no mês, o SUV da Chevrolet ficou apenas na 16ª colocação, com 4.490 emplacamentos, novamente atrás do Mobi (5.073) e do Kwid (4.621).

O que o Tracker ainda tem a favor
A queda no ranking não significa que o SUV virou um carro ruim da noite para o dia.
Pelo contrário: o Tracker segue com um pacote competitivo, que ajuda a explicar por que ele ainda lidera sua categoria na América do Sul. Confira os principais pontos fortes do modelo:
| Qualidade | Detalhe |
|---|---|
| Motorização turbo | Opções 1.0 turbo de 115 cv e 1.2 turbo de até 141 cv, ambas com bom desempenho e consumo equilibrado para o segmento |
| Câmbio automático de série | Transmissão automática de 6 marchas em toda a linha, sem versões manuais de apelo inferior na revenda |
| Segurança | Seis airbags de série desde a versão de entrada, além de controles de estabilidade e tração |
| Visual renovado | Facelift recente atualizou dianteira, equipamentos e cockpit, deixando o SUV mais alinhado aos rivais mais novos |
| Espaço bem resolvido | Porta-malas de 393 litros e entre-eixos de 2.570 mm, números competitivos entre os SUVs compactos |
| Rede e pós-venda | Cerca de 600 concessionárias Chevrolet pelo país, uma das maiores capilaridades do mercado |
| Preço agressivo | Ofertas da versão de entrada abaixo dos R$ 100 mil, valor raro para um SUV turbo automático |
| Tradição e revenda | Histórico de liderança no segmento e boa liquidez no mercado de usados |
O que torna a queda mais simbólica
O detalhe que chama atenção é o perfil dos concorrentes que passaram o Tracker.
Kwid e Mobi são os representantes mais acessíveis do mercado, movidos por motores 1.0 aspirados, ou seja, brigam em outra categoria e em outra faixa de preço.
Já o BYD Song simboliza o avanço avassalador dos eletrificados chineses: em um mercado que cresceu 20% no semestre, a BYD mais que dobrou de tamanho e já disputa de igual para igual com marcas instaladas há décadas no país.
Para o Tracker, o tombo tem sabor amargo.
O SUV chegou a ser o segundo carro mais vendido do Brasil em anos recentes e liderava com folga sua categoria, hoje, briga para se manter relevante em um segmento de SUVs compactos que nunca esteve tão disputado.
Como são os casos das chegadas de Volkswagen Tera, Honda WR-V, novo Nissan Kicks e uma enxurrada de opções chinesas.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Instagram: @manueldiasoficial