Sem 7 lugares e sem versão flex: os maiores problemas do Tiguan R-Line

Tiguan é uma excelente opção para viajar em família.

Importado e vendido em versão única, o Tiguan R-Line 350 TSI estreou sua nova geração em março de 2026 para brigar com Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e GWM Haval H6

O visual esportivo, o motor 2.0 turbo e o acabamento premium impressionam, mas algumas escolhas da Volkswagen destoam do gosto do consumidor brasileiro.

Veja abaixo os cinco pontos que mais pesam contra o SUV.

Tiguan R-Line: adeus, sete lugares

Quem tem família grande e estava de olho no Tiguan pela configuração de até sete passageiros da geração anterior vai se decepcionar: a nova fase do R-Line é exclusivamente de cinco lugares.

Entre os concorrentes de porte semelhante, quem precisa de mais espaço para gente acaba migrando para opções como o CAOA Chery Tiggo 8.

(Imagem: Divulgação / Volkswagen)

Só gasolina, sem flex e sem eletrificação

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Em um mercado onde o etanol é um trunfo estratégico,ainda mais com o petróleo pressionado por conflitos geopolíticos, o Tiguan R-Line chega movido apenas a gasolina.

Não há versão flex adaptada ao Brasil nem qualquer tipo de eletrificação, enquanto o Corolla Cross oferece opção híbrida e o Compass aposta no motor flexível.

Porta-malas modesto para o tamanho do carro

O SUV tem 4,69 metros de comprimento e 1,86 m de largura, mas o porta-malas comporta apenas 423 litros. Para efeito de comparação, o Tiggo 8, de dimensões muito próximas, oferece generosos 889 litros.

Ou seja: o Tiguan é grande por fora, mas não converte esse porte em espaço de bagagem.

Consumo elevado

Sem ajuda de eletrificação e bebendo somente gasolina, o motor 2.0 turbo da família EA888, o mesmo do Jetta e de modelos Audi, não é dos mais econômicos.

Segundo o Inmetro, as médias são de 8,9 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada, números modestos diante dos SUVs híbridos da concorrência.

Preço alto

O valor cobrado pelo Tiguan R-Line o coloca em desvantagem clara. O Jeep Compass topo de linha sai por R$ 278.990, com motor flex e lista extensa de equipamentos, enquanto o Corolla Cross híbrido parte de R$ 222.690.

Na comparação direta, o SUV alemão exige um investimento bem maior sem entregar a mesma versatilidade.

O que o Tiguan R-Line tem de bom

O visual esportivo com assinatura full-LED e rodas de 19 polegadas chama atenção, e o pacote de série é generoso: bancos dianteiros com ventilação, aquecimento, massagem e memória, ar-condicionado de três zonas e ADAS completo.

O desempenho também surpreende: o 2.0 turbo leva o SUV de quase 1,6 tonelada de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos, com máxima acima de 200 km/h.

O acabamento interno, com couro e revestimentos macios no painel, tem padrão premium, e o modelo conquistou cinco estrelas no Latin NCAP no fim de 2025, com proteção máxima para adultos e crianças.

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Manuel Dias
Escrito por

Manuel Dias

Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Instagram: @manueldiasoficial