Tracker 2027 mantém freio a tambor e acabamento criticado; veja os problemas

Tracker 2027 tem um visual chamativo e conquistador.

O SUV compacto da Chevrolet ganhou atualizações pontuais na linha 2027 para enfrentar concorrentes de peso como o Volkswagen T-Cross, líder de vendas da categoria, e o Hyundai Creta, que oferece cinco anos de garantia. 

Entre as novidades estão frenagem automática de emergência, detecção de pedestres e ciclistas e assistente de permanência em faixa em todas as versões.

Só que nem tudo evoluiu. Alguns pontos que já eram alvo de reclamação nas linhas anteriores seguem exatamente iguais, e podem pesar na decisão de compra.

Veja abaixo os cinco principais problemas do Tracker 2027.

Tracker: freio a tambor na traseira segue firme

O item mais polêmico do Tracker continua presente na linha 2027: o freio a tambor nas rodas traseiras.

Enquanto vários concorrentes já adotam discos nas quatro rodas, o SUV da Chevrolet mantém a solução mais simples e antiga, que gera queixas recorrentes de eficiência entre os proprietários, mesmo com o apoio de ABS, EBD e assistência de frenagem de urgência.

Em um segmento onde os preços passam dos R$ 170 mil nas versões de topo, a economia nesse componente é difícil de justificar.

Acabamento continua sendo alvo de críticas

(Imagem: Divulgação / Cheverolet)

Outro problema histórico que a linha 2027 não resolveu é o acabamento interno. 

Mesmo nas versões mais caras, como Premier e RS, a cabine do Tracker sempre foi criticada pelo excesso de plásticos rígidos e pela sensação de simplicidade.

Como a GM concentrou as mudanças do modelo 2027 apenas em segurança e conectividade, o interior segue praticamente o mesmo — e a distância para rivais mais refinados permanece.

Tanque pequeno do Tracker limita a autonomia

O Tracker tem tanque de apenas 44 litros, um dos menores da categoria.

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Ainda que os motores 1.0 e 1.2 turbo sejam econômicos, o reservatório reduzido obriga paradas mais frequentes em viagens longas, o que incomoda quem roda muito na estrada.

Sem piloto automático adaptativo, nem como opcional

Enquanto boa parte dos SUVs compactos já oferece o piloto automático adaptativo (ACC) de fábrica, o Tracker 2027 não disponibiliza o recurso em nenhuma versão, nem mesmo pagando à parte.

Para um modelo que se posiciona como tecnológico, a ausência chama atenção e é um dos pontos mais criticados pelo público.

Chevrolet Tracker: nenhuma versão híbrida à vista

O Tracker 2027 também segue sem qualquer tipo de eletrificação.

A concorrência já saiu na frente: Fiat Pulse e Fastback contam com sistema híbrido leve de 12V desde a linha 2025, e o Jeep Renegade 2027 reestilizado ganhou conjunto de 48V nas versões Longitude e Sahara.

No SUV da Chevrolet, a novidade ficou para depois.

Nem tudo é problema: o que o Tracker 2027 tem de bom

Apesar das falhas, o SUV mantém argumentos fortes.

O pacote de segurança ficou mais completo em todas as versões, a lista de equipamentos de série é generosa desde a LT, e o desempenho segue competitivo: a versão 1.2 turbo acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos.

O consumo também melhorou com as adequações ao Proconve L8, chegando a 14,1 km/l de gasolina na estrada com o motor 1.2.

E o preço é outro trunfo: várias versões ficaram mais baratas na linha 2027, como a RS, que caiu de R$ 190.590 para R$ 178.990, e a Premier, agora em R$ 177.990. A versão de entrada 1.0 AT parte de R$ 119.990.

Vale a pena comprar o Tracker 2027?

O Tracker 2027 segue como uma opção de bom custo-benefício entre os SUVs compactos, principalmente após as reduções de preço.

Mas quem prioriza refinamento, freios a disco nas quatro rodas, piloto adaptativo ou eletrificação vai encontrar mais argumentos na concorrência.

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Manuel Dias
Escrito por

Manuel Dias

Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Instagram: @manueldiasoficial