BYD Dolphin Mini perde a coroa: hatch de R$ 136.800 e com porta-malas de 375 litros assume a ponta

O BYD Dolphin Mini virou sinônimo de carro elétrico acessível no Brasil, mas a disputa já não está tão confortável para a marca chinesa.
O motivo atende pelo nome de Geely EX2 Max, hatch elétrico que aparece por R$ 136.800 e passou a chamar atenção por entregar um pacote mais robusto em pontos que pesam no uso diário.
A briga não está apenas no preço. O EX2 mira o consumidor que quer um elétrico compacto, mas não abre mão de espaço, potência e equipamentos.
Geely EX2 Max pressiona o BYD Dolphin Mini no pacote
O grande trunfo do Geely EX2 Max está no conjunto. O hatch elétrico traz motor de 116 cv e 150 Nm de torque, enquanto o BYD Dolphin Mini trabalha com 75 cv e 135 Nm.
Na prática, isso coloca o EX2 em posição mais forte para quem busca um carro urbano, mas quer respostas melhores no uso diário.
Outro ponto importante está no porta-malas. O Geely oferece 375 litros na traseira e ainda soma 70 litros no compartimento dianteiro. Já o Dolphin Mini tem porta-malas de 230 litros.
Essa diferença ajuda a explicar por que o EX2 ganhou força como nova referência de custo-benefício entre os elétricos compactos.
| Modelo | Preço de referência | Potência | Porta-malas | Autonomia |
|---|---|---|---|---|
| Geely EX2 Max | R$ 136.800 | 116 cv | 375 L + 70 L dianteiro | 289 km |
| BYD Dolphin Mini | R$ 119.990 | 75 cv | 230 L | 280 km |
| Geely EX2 Pro | R$ 123.800 | 116 cv | 375 L + 70 L dianteiro | 289 km |
Hatch de R$ 136.800 aposta em espaço e tecnologia
O preço de R$ 136.800 coloca o Geely EX2 Max acima do Dolphin Mini em valor absoluto, mas o pacote ajuda a justificar a diferença.
A versão Max concentra equipamentos que fortalecem a proposta do hatch elétrico, especialmente para quem compara mais do que apenas o preço de entrada.
Entre os destaques do modelo estão:
- central multimídia de 14,6 polegadas;
- câmera com visão 540°;
- controle de cruzeiro adaptativo;
- frenagem autônoma de emergência;
- seis airbags;
- bateria LFP de 39,4 kWh;
- recarga rápida de 30% a 80% em 21 minutos.
Com esse conjunto, o EX2 tenta ocupar um espaço que até pouco tempo parecia dominado pelo BYD Dolphin Mini.
Dolphin Mini ainda é forte, mas já sente a pressão
O BYD Dolphin Mini continua sendo um dos carros elétricos mais importantes do mercado brasileiro. O modelo ainda tem preço competitivo, boa eficiência e forte reconhecimento entre consumidores.
No entanto, o avanço do Geely EX2 muda o tom da disputa.
O rival chega com mais potência, mais porta-malas e autonomia levemente superior. Por isso, a “coroa” que parecia segura nas mãos do Dolphin Mini passa a ser disputada em outro campo: o do pacote entregue pelo valor cobrado.
Para quem busca o elétrico mais barato, o BYD ainda tem argumentos. Mas, para quem olha custo-benefício de forma mais ampla, o hatch de R$ 136.800 da Geely assume protagonismo e coloca pressão direta sobre o Dolphin Mini.
Moysés Batista é editor de conteúdo no FDR, com foco em finanças pessoais, benefícios sociais, políticas públicas e direitos do cidadão. Bacharel em Letras pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), atua com foco na produção de conteúdos informativos orientados por dados oficiais e normas do Governo Federal. É responsável por análises e pautação sobre programas sociais, crédito, previdência e consumo, com ênfase em clareza, serviço ao leitor e verificação de informações públicas. E-mail para contato: [email protected]
