Renault elétrico de R$ 65 mil agita o mercado automotivo e pressiona os concorrentes em 2026

Renault Kwid E-Tech é uma opção para quem busca economia.

A eletrificação no Brasil deixou de ser promessa distante e virou realidade de garagem. 

Em 2026, o que mais chama atenção não é um lançamento milionário cheio de telas e tração nas quatro rodas, mas um velho conhecido que reapareceu com um preço de fazer qualquer comprador olhar duas vezes: o Renault Kwid E-Tech, que já pode ser encontrado por cerca de R$ 65 mil. 

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O detalhe é que esse valor não vem das concessionárias — vem do mercado de usados e seminovos, onde os elétricos finalmente começaram a circular em volume.

Kwid E-Tech: carro elétrico mais acessível do país

O Kwid E-Tech foi, por um bom tempo, o elétrico mais barato do Brasil quando vendido zero-quilômetro.

Hoje, fora de linha como novo e sem previsão clara de retorno, ele encontrou uma segunda vida no mercado de revenda.

Unidades ano 2023, rodadas, algumas com pouco mais de 90 mil quilômetros — estão sendo negociadas a partir de R$ 65 mil.

Para quem sonhava em entrar no mundo dos elétricos sem desembolsar mais de R$ 100 mil, é um divisor de águas.

(Imagem: Divulgação / Renault)

Na ficha técnica, o compacto não tem pretensões de esportivo: são 65 cv de potência e 11,5 kgfm de torque, números modestos, mas perfeitamente coerentes com a vocação urbana do carro. 

A bateria de 26,8 kWh entrega autonomia de 186 km pelo ciclo do Inmetro — suficiente para a rotina de cidade, deslocamentos diários e o vai e vem que consome a maior parte da quilometragem de um carro popular. Não é um carro para cruzar o país, e nunca foi. É um carro para a cidade — e nisso ele faz bem e barato.

Por que isso pressiona os concorrentes

O efeito do Kwid E-Tech a R$ 65 mil vai além do próprio modelo. Ele puxa para baixo a percepção de preço de toda a categoria de entrada. Rivais que apostavam em ser “o elétrico acessível” agora precisam justificar valores bem mais altos.

O JAC E-JS1, que já disputou o posto de elétrico mais barato do país, aparece no usado a partir de R$ 70 mil, com motor de 62 cv, bateria de 30,2 kWh e alcance de 161 km. 

O Chery iCar, um dos menores elétricos já vendidos por aqui, com apenas 3,20 metros de comprimento, parte de R$ 75 mil e roda até 197 km com bateria de 30,8 kWh.

Já o Nissan Leaf, mais robusto, com 149 cv e 273 km de autonomia, é encontrado a partir de R$ 67 mil. Para quem busca mais alcance, o pioneiro Renault Zoe, com 92 cv e até 300 km de autonomia, aparece em unidades 2019 a partir de R$ 84 mil.

A leitura é clara: o mercado de elétricos usados amadureceu o suficiente para criar concorrência real na faixa abaixo dos R$ 85 mil.

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