Hyundai bate de frente com BYD e critica excesso de telas nos carros

A Hyundai decidiu assumir a liderança de um movimento que muitos motoristas já vinham pedindo em silêncio.

Em uma postura corajosa durante o Salão de Nova York de 2026, a montadora sul-coreana “bateu de frente” com a tendência global imposta principalmente pelos fabricantes chineses.

O alvo da crítica é o uso excessivo de telas gigantes que eliminam quase todos os botões físicos do painel.

Para a Hyundai, a avalanche tecnológica promovida por marcas como BYD, GWM e outras montadoras asiáticas está cruzando a linha da segurança e entrando na zona do estresse ao volante.

A volta triunfal dos botões físicos

Hyundai critica marcas chinesas por capricho de telas (foto: Divulgação)

A decisão da Hyundai não é apenas um capricho estético, mas uma estratégia fundamentada na segurança viária. A vice-presidente sênior da marca, Olabisi Boyle, foi enfática ao explicar que a dependência total de menus digitais para funções básicas é uma distração perigosa.

Segundo a executiva, funções essenciais como o ajuste do ar-condicionado e o controle de volume não deveriam exigir que o motorista desviasse o olhar da estrada para navegar por submenus em uma tela sensível ao toque.

Por isso, os próximos lançamentos da Hyundai trarão de volta os botões giratórios e comandos táteis, priorizando a memória muscular do condutor.

O combate ao estresse tecnológico

Enquanto os carros chineses ganham o público pelo “efeito uau” de painéis que parecem salas de cinema, a Hyundai aposta na praticidade.

A marca acredita que o excesso de brilho e a complexidade das interfaces digitais estão gerando cansaço mental nos usuários.

O conceito Hyundai Boulder, revelado recentemente nos Estados Unidos, serve como o manifesto dessa nova fase.

Em vez de uma tela única e massiva, o veículo apresenta telas menores, descentralizadas e, o mais importante, cercadas por controles físicos intuitivos.

Modelos que já adotam a nova filosofia

Hyundai critica marcas chinesas por capricho de telas (foto: Divulgação)

A transição para um painel mais “humano” e menos digital já começou a ser desenhada nos cronogramas da marca para os próximos anos.

  • Hyundai Santa Cruz: O modelo já começou a receber ajustes para tornar os comandos mais diretos.

  • Elantra e Tucson (Modelos 2027): As novas gerações que chegam ao mercado em breve devem intensificar o uso de botões para as funções de clima e áudio.

  • Picape Média de Chassi (2030): A futura picape da marca, focada no trabalho pesado, terá o interior projetado com foco total em botões físicos para garantir eficiência mesmo com o uso de luvas ou em terrenos acidentados.

Segurança vs Tendência Chinesa

A Hyundai entende que o mercado chinês dita o ritmo da eletrificação e da conectividade, mas alerta que o design “limpo” demais das cabines pode ser um erro fatal.

Ao criticar essa dependência das telas, a sul-coreana se posiciona como a escolha de quem valoriza a condução pura e segura.

Essa mudança de rota promete agitar o mercado em 2026. Enquanto os chineses continuam investindo em telas rotativas e painéis imensos, a Hyundai quer reconquistar o consumidor pelo toque e pela simplicidade, provando que, às vezes, o progresso significa saber quando um bom e velho botão físico é insubstituível.

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Esaú Júlio é jornalista formado pela UNICAP. Ex-Globo Esporte (TV Globo) | NE10 (SJCC) — Blog do Torcedor & Política. Passagens por BlogDoZá e Futebol Brasil. Redes sociais: IG: @esaujs | X: @Esau_Julioo