Jeep Commander de R$ 228.790 apita mais que grupo de WhatsApp de família

Entenda os principais motivos pelos quais o Jeep Commander pode não ser um bom negócio para uma rotina intensa na cidade

Sabe aquele grupo da família que não para de apitar? Bom dia, boa tarde, corrente, figurinha, áudio… o dia inteiro. Agora imagine dirigir um carro que faz exatamente isso: só que com sensores.

Pois é. O Jeep Commander Longitude entrega conforto, espaço e presença, mas também traz um detalhe que pode tirar a paciência: ele simplesmente não para de avisar que tem algo perto.

Na cidade, principalmente, a experiência vira quase um teste de paciência.

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Sensibilidade do Jeep Commander que mais atrapalha do que ajuda

Na prática, dirigir o Jeep Commander Longitude (R$ 228.790), a versão de entrada do SUV de sete lugares, exige adaptação.

 Jeep Commander - Foto: divulgação
 Jeep Commander – Foto: divulgação

Qualquer aproximação lateral, mesmo comum no trânsito, já dispara alerta.

Em vagas, então, a situação fica ainda mais confusa: o sistema avisa tanto que chega um ponto em que o motorista não sabe mais o que é realmente risco e o que é excesso de zelo.

A solução acaba sendo simples e meio contraditória: desligar o sistema pelo botão no painel. Pelo menos, ele é bem visível. 

Ou seja, um recurso que deveria ajudar acaba sendo ignorado no uso real.

Jeep Commander tem outro problema: desvalorização pesa mais que o esperado

Se o incômodo já aparece no dia a dia, o impacto financeiro vem logo depois.

O Commander Longitude perde cerca de 17,1% do valor em um ano.

Na prática:

  • Preço zero km: R$ 228.790
  • Valor após um ano: R$ 189.583

E o cenário piora nas versões mais caras, como a Overland, que chega a perder 19% no mesmo período.

É uma queda considerável para um SUV desse nível.

Consumo vira outro ponto de atenção do Jeep Commander

No consumo, o modelo também não traz surpresa positiva.

No trânsito intenso com gasolina, o melhor número foi de 8,5 km/l.

Já com etanol, enfrentando subida, o consumo caiu para cerca de 7 km/l.

Para um SUV grande, é esperado que não seja econômico.

Mas, na prática, o gasto no dia a dia acaba sendo mais alto do que muitos imaginam.

Esperança fica para o sistema híbrido leve do Jeep Commander

A aposta da marca agora está no sistema híbrido leve.

A proposta é reduzir o esforço do motor, melhorar o desempenho nas retomadas e, principalmente, diminuir o consumo.

Se funcionar bem, pode corrigir um dos principais pontos criticados pelos donos.

E você, como avalia este SUV? Comente!

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Matheus Azevedo
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Matheus Azevedo

Matheus Azevedo é jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, em Belo Horizonte. Atua com o digital desde quando saiu da faculdade. É apaixonado por SEO e, sobretudo por carros, finanças e dados. Entende que todos podem entender números. Contudo, é papel do jornalista transformá-los em informações mais claras e organizadas para ajudar o leitor a ter um conteúdo mais completo e informativo. E-mail: [email protected]