Comunicado do DER-SP alerta sobre 2 mil calotas recolhidas por mês
DER-SP alerta: 2 mil calotas são recolhidas por mês na rodovia. Veja os riscos e a orientação aos motoristas.
O Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP) informou que cerca de 2 mil calotas são recolhidas todos os meses no estado.
Onde o problema é mais frequente?
A situação é mais comum no trecho entre São Luiz do Paraitinga e Ubatuba, especialmente na descida da serra.
A rodovia tem curvas fechadas e inclinação acentuada, o que exige maior atenção e técnica de condução.
Segundo o DER-SP, a própria inclinação da pista contribui para o acúmulo das peças às margens da estrada.
Por que as calotas se soltam
O principal motivo é o uso excessivo dos freios durante a descida.
Quando o motorista mantém o pé no freio por longos períodos, as rodas aquecem. Esse calor pode comprometer o encaixe das calotas, principalmente as não originais, geralmente feitas de plástico.
Com o aumento da temperatura, elas perdem pressão no encaixe e acabam se desprendendo.
Operação de limpeza na serra
Para remover o material, o DER-SP mobiliza pelo menos 10 funcionários semanalmente.
As equipes descem a serra com carros e caminhões e fazem a retirada manual das peças.
As calotas recolhidas são encaminhadas para reciclagem, reduzindo o impacto ambiental. A região é cercada por Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do país.
Como evitar perder a calota
A orientação técnica é simples: descer a serra com o carro engrenado.
Utilizar o freio-motor reduz o desgaste do sistema de freios e diminui o aquecimento das rodas. Além de preservar as calotas, essa prática aumenta o controle do veículo em trechos íngremes.
A importância de manter a calma na descida da serra
Mais do que uma questão mecânica, a descida da Serra do Mar exige postura adequada ao volante. Ter calma é fundamental, principalmente para motoristas inexperientes que não estão habituados a rodovias de serra.
A ansiedade costuma ser uma das maiores inimigas nesse tipo de trajeto. Ao perceber a inclinação acentuada e as curvas fechadas, muitos condutores acabam pressionando o freio de forma contínua, por medo de ganhar velocidade.
Dirigir em serra exige leitura constante da via. Antecipar curvas, respeitar a sinalização e manter movimentos suaves no volante fazem diferença. O excesso de correções bruscas pode desestabilizar o veículo.
A calma também ajuda na tomada de decisão. Caso sinta cheiro de freio queimado ou perceba perda de eficiência, o correto é procurar um ponto seguro para parar e aguardar o resfriamento do sistema.
Em resumo, técnica e tranquilidade caminham juntas. Para quem não tem experiência em serra, a melhor escolha é reduzir o ritmo, respeitar os limites do carro e dirigir com consciência. A segurança começa no comportamento do condutor.
Uma vez que você já sabe as principais informações sobre calotas, o Garagem360 quer saber: restou alguma dúvida? Comente!
