Câmbio automático/ automatizado: O erro comum que pode custar R$ 10 mil (e como evitar)
Seu câmbio automático pode estar com os dias contados. Saiba como evitar erros comuns na hora de dirigir e descubra por que o "óleo vitalício" pode ser um risco para o seu bolso.
Foi-se o tempo em que o câmbio automático era luxo de poucos. Hoje, ele é o padrão do mercado brasileiro. Mas, apesar da conveniência, muitos motoristas ainda tratam a transmissão automática como se fosse manual, cometendo erros simples que reduzem drasticamente a vida útil do sistema.
Câmbio automático: O erro comum que pode custar R$ 10 mil (e como evitar)
Se você quer evitar uma conta salgada na oficina — que em modelos médios pode passar facilmente dos R$ 10 mil — confira as dicas essenciais para preservar seu carro.
O mito do “óleo vitalício”
Muitas fabricantes afirmam no manual que o fluido da transmissão é lifetime (vitalício). No entanto, especialistas e engenheiros mecânicos alertam: no clima tropical do Brasil e no trânsito “anda e para” das grandes cidades, o óleo oxida e perde as propriedades de lubrificação.
A recomendação de segurança é revisar o fluido a cada 50.000 km ou 60.000 km. Ignorar isso pode causar trepidações, patinação e, por fim, o travamento das engrenagens.

Parei no semáforo: N ou D?
Este é o debate eterno. A resposta técnica é: mantenha no D (Drive). Ficar alternando para o N (Neutro) em cada parada de semáforo gera um desgaste desnecessário nos pacotes de embreagem interna e nas válvulas solenoide. Só coloque em Neutro se a parada for superior a dois ou três minutos.
O jeito certo de estacionar
Você para o carro, coloca no P (Park) e solta o freio? Saiba que você está jogando todo o peso do veículo (mais de uma tonelada) sobre uma pequena trava do câmbio chamada “trava de estacionamento”.
A sequência correta é:
- Pare o carro com o pé no freio.
- Coloque o câmbio em N.
- Puxe o freio de mão (ou acione o freio eletrônico).
- Solte o pé do freio para o peso assentar no freio de mão.
- Só então coloque em P.
A manutenção preventiva do câmbio automático ainda é muito mais barata do que o conserto. Pequenos ajustes de hábito e uma troca de fluido no tempo certo garantem que o conforto de não precisar trocar de marcha não se torne um pesadelo financeiro.
Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.