É o momento de retirá-lo do portfólio? Fiat Argo tem seu melhor ano da história e supera rivais
O Fiat Argo bateu recorde com 102 mil vendas em 2025, superando Onix e HB20. Mas será que ele sairá de linha para dar lugar ao novo Panda? Confira a análise completa!
No mundo automotivo, é raro ver um modelo atingir o seu auge comercial justamente quando os rumores sobre sua substituição ganham força. O Fiat Argo acaba de realizar essa proeza. Em 2025, o hatch alcançou seu melhor desempenho de vendas desde o lançamento, consolidando-se como um fenômeno de mercado, mesmo sob a sombra de um sucessor global já anunciado.
Fiat Argo tem seu melhor ano da história e supera rivais
Segundo os dados consolidados da Fenabrave, o Fiat Argo encerrou o último ano com impressionantes 102.630 unidades emplacadas. O número coloca o modelo em um patamar de elite no Brasil:
Ficou atrás apenas do VW Polo (líder dos hatches) e da Fiat Strada (líder geral).
Superou com folga rivais históricos como o Hyundai HB20 (85.029 unidades) e o Chevrolet Onix (79.886 unidades).
Este resultado prova que, apesar da idade do projeto, a combinação de robustez e custo-benefício do Argo ainda dita o ritmo nas concessionárias.

O sucessor no horizonte: A chegada do “Grande Panda”
Apesar do sucesso estrondoso, a Fiat já prepara o próximo capítulo. Pesquisas externas e movimentações globais da Stellantis indicam que o sucessor do Argo será baseado no novo Fiat Grande Panda, apresentado recentemente na Europa.
Este novo modelo utilizará a plataforma Smart Car (evolução da CMP), a mesma do novo Citroën C3. A estratégia é unificar a linha global da Fiat, trazendo um design mais “quadradão” e robusto, inspirado no Panda original, e permitindo o uso de motorizações híbridas leves (Bio-Hybrid) produzidas no Brasil.

Retirar ou manter? O dilema da Fiat
A grande questão que paira sobre Betim (MG) é estratégica: vale a pena descontinuar um carro que vende mais de 100 mil unidades por ano?
O argumento para a saída: O Argo utiliza uma plataforma antiga que dificulta a eletrificação exigida pelas novas normas de emissões.
O argumento para a permanência: O volume de vendas é tão alto que uma saída abrupta poderia deixar o caminho livre para a concorrência.
A tendência é que a transição seja gradual, com o novo “Panda brasileiro” (que pode até herdar o nome Argo por aqui devido ao seu forte equity) convivendo por um curto período com as versões de entrada do modelo atual.
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Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.