Hatch elétrico da BYD vendido na China daria dor de cabeça ao Kwid E-Tech brasileiro 

Hatch elétrico da BYD chega ao mercado chinês com preço acessível, eficiência energética e uma série de recursos.

O conceito de bom, bonito e barato não existe mais no Brasil. Pelo menos no quesito carros elétricos. Os modelos mais em conta vendidos aqui superam os 140 mil reais. Não é o caso da China, onde acabou de chegar ao mercado o e2, o Hatch elétrico da BYD cheio de estilo, eficiência e preço acessível. 

BYD E2

BYD E2, o hatch elétrico da BYD chega ao mercado chinês. Foto: Divulgação

BYD e2 – o que o Hatch elétrico da BYD tem demais

Primeiro, o preço. Lá na China, o modelo é vendido a preços a partir de 102.800 yuans e 109.800 yuans, algo em torno de R$ 74.800 e R$ 79.900 em uma conversão direta sem impostos. Mas se chegar por aqui, mesmo com IPI zero, não deve custar menos do que o   Kwid E-Tech brasileiro, que custa pouco mais de R$ 149 mil. 

Segundo, a eficiência. Desenvolvido sobre a na nova arquitetura elétrica e-Platform 3.0, o BYD e2 vem equipado com motor síncrono de imã permanente, capaz de gerar 70 kW (95 cv) de potência e um torque de 18,3 kgfm. Com esta configuração, ele pode chegar de 0 a 50 km/h em 4,9 segundos e atingir a velocidade máxima de 130 km/h.

A energia necessária para fazê-lo andar vem das baterias de fosfato-lítio-ferro, com capacidade de 43,2 kWh, o que fornece uma autonomia de até 405 km com carga completa (8 horas para carregar em tomada comum e 40 minutos em uma estação de carregamento rápido. 

Terceiro, o espaço. Inicialmente projetado para serviços de transporte de aplicativos e táxi, o BYD e2 foi disponibilizado para o público em geral. Com 4,26 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,53 m de altura e 2,61 m de distância entre-eixos, o hatch se equipara em tamanho ao Hyundai HB20 e é ligeiramente maior que o VW Polo

interior do BYD e2

Interior do BYD e2, hatche recentemente lançado na China. Foto: Divulgação

Quarto, os recursos tecnológicos. Começando pelo painel de instrumentos de 8,8 polegadas e a tela central de 12,8 polegadas. Além disso, o modelo conta com uma série de extras, como conexão grátis à internet e garantia vitalícia para o trem de força elétrico. 

Valeria a pena comprar um BYD por menos de R$ 100 mil?

Levando em consideração o cenário atual e os preços dos carros, até se custasse mais valeria a pena. Se chegar por aqui, o que não é uma loucura de se pensar, já que a BYD está querendo dominar o mercado de eletrificados no país. 

E o público brasileiro ia se adaptar bem ao modelo. Em geral, o BYD apresenta uma combinação de desempenho e eficiência energética, o que o torna uma boa opção para quem busca um carro elétrico com boa autonomia para o cotidiano ou viagens.

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Robson Quirino
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Robson Quirino

Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.

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