Toyota Hilux enfrenta novo problema que facilita furtos e preocupa proprietários

A Toyota Hilux, conhecida por sua robustez, enfrenta um novo problema que preocupa proprietários.
Uma vulnerabilidade na maçaneta das versões fabricadas entre 2016 e 2022 tem facilitado furtos em diversas regiões do Brasil.
Criminosos conseguem acessar o interior da caminhonete sem disparar o alarme e, em seguida, reprogramam uma chave para dar partida no veículo.
Segundo investigações da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, essa falha já é conhecida por quadrilhas especializadas.
O problema ganhou destaque após uma operação em Campo Grande (MS) em setembro de 2025, que recuperou diversos modelos da Toyota.
Inicialmente, a alta procura no mercado ilegal de peças justificava a presença da Hilux, mas novos dados revelaram a vulnerabilidade.
Maçaneta é o ponto fraco da Hilux
Entre janeiro e abril de 2026, pelo menos 34 unidades de Hilux e SW4 foram furtadas apenas em Mato Grosso do Sul.
Quase 70% dos veículos eram modelos fabricados a partir de 2019. A investigação apontou uma chave de fenda longa e estreita como ferramenta chave para o esquema.
Os criminosos inserem o objeto em um ponto específico da maçaneta e da porta, enganando o sistema eletrônico do veículo. Assim, as portas destravam sem disparar o alarme e sem deixar sinais de arrombamento.
Reprogramação de chave agiliza o roubo
Com acesso à cabine, os ladrões utilizam equipamentos eletrônicos para reprogramar uma nova chave. Aparelhos que antes custavam até R$ 30 mil, agora são encontrados por menos de R$ 5 mil em plataformas online.
Esses dispositivos permitem contornar os sistemas de segurança e dar partida na caminhonete em poucos minutos.
Casos semelhantes já foram identificados em estados como Minas Gerais e Distrito Federal.
Em resposta, a Toyota informou que não encontrou falhas de fábrica. A empresa afirma que está acompanhando o caso e colaborando com as autoridades.
Especialistas em segurança automotiva recomendam a instalação de bloqueadores adicionais, rastreadores homologados e travas físicas. A combinação dessas medidas aumenta o tempo para a ação dos criminosos, dificultando os furtos.
Esaú Júlio é jornalista formado pela UNICAP. Ex-Globo Esporte (TV Globo) | NE10 (SJCC) — Blog do Torcedor & Política. Passagens por BlogDoZá e Futebol Brasil. Redes sociais: IG: @esaujs | X: @Esau_Julioo