Corolla e Gol são os carros mais caros para se manter, diz levantamento

Notícias 14 de setembro de 2018 Da Redação 0

A compra de um veículo pode significar a realização de um sonho. No entanto, é preciso estar atento às contas com a manutenção de um carro antes de fechar o negócio. Afinal, o mercado de veículos novos já cresceu 14,5% em vendas, com 1,1 milhão de unidades vendidas no primeiro semestre deste ano, segundo dados da Anfavea, associação dos fabricantes.

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Para auxiliar o consumidor a lidar com os gastos recorrentes de um automóvel, e que vão muito além de abastecer e trocar o óleo a cada seis meses, a Proteste, associação de consumidores, avaliou o impacto mensal dos custos dos sete modelos mais vendidos do mercado durante os primeiros três anos de uso.

Avaliação completa

Os modelos avaliados foram: Toyota Corolla GLI 1.8 Flex Aut, VW Gol Trendline 1.6, Hyundai HB20 Comfort Plus Style 1.0, Ford Ka 1.0 SE/SE Plus, Chevrolet Onix LT 1.0, Chevrolet Prisma LT 1.4  e Fiat Strada Working 1.4.

Entre os itens avaliados, estavam a depreciação, rodagem, taxas obrigatórias, seguro obrigatório (DPVAT) e opcional, combustível e custo com lavagem. Vale destacar que para realização da pesquisa não foram envolvidos aspectos de conforto, flexibilidade e qualidade, por exemplo.

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O carro que mais sofreu depreciação em valores absolutos nesse período foi o Toyota Corolla, chegando a perder R$ 20.490,96 em apenas três anos, seguido pelo Gol (R$ 17.425,08) e pelo Prisma (R$ 15.175,90). Em contrapartida, o veículo com menor desvalorização foi a picape da Fiat (R$ 11.470,74).

No quesito custo mensal, o sedã japonês e o hatch da VW também alcançaram as primeiras posições, já que o consumidor deve desembolsar R$ 1.613,30 e R$ 1.395,53, respectivamente, para manter o carro com as despesas mencionadas. O carro com menor custo de manutenção foi o Ford Ka, que irá resultar em gastos de R$ 1.134,56 a cada ano em manutenções.

Combustíveis

Uma pesquisa realizada pela Proteste em 2013, revelou que o preço médio da gasolina utilizada como parâmetro era de R$ 2,764. Já para este estudo, foi de R$ 4,538, aumento de 64% no valor. O estudo considerou um uso de 15 mil km por ano, totalizando 45 mil km em três anos. O aumento no preço do combustível fóssil contribuiu para gastos de até R$ 18.734,86 no período, como é o caso do Fiat Strada Working.

Novamente, o que mais saiu em conta foi o Ka, que se revelou o mais econômico em custos com combustível ao longo de três anos: R$15.126,67 com gasolina. Por isso, o consumo de combustível do carro deve ser um dos itens essenciais para ser levado em consideração na hora da compra.

Outros gastos

Para aqueles que quiserem sair rodando com um carro zero da concessionária, será preciso desembolsar um valor ainda maior. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) , taxa do seguro complementar contra roubo e colisão, licenciamento e taxa de emplacamento são alguns dos gastos necessários.

Portanto, na hora de negociar, o ideal é pedir descontos, analisar o valor dos acessórios e avaliar as opções de financiamento além da taxa, estudando também custos efetivos totais e eventuais valores embutidos na parcela mensal.

Todavia, se o consumidor optar pelo parcelamento, não deve esquecer de somar a quantia aos custos mensais com o carro. E lembrar-se de que o IPVA consome 4% do valor da nota fiscal, mas somente para o período restante do ano. Dessa forma, se a compra ocorrer no mês de junho, por exemplo, o custo do imposto será proporcional ao restante do ano.

Com a documentação de licenciamento, que inclui a emissão do Certificado de Registro Veicular (CRV) e as taxas de emplacamento, a Proteste calculou aproximadamente R$ 685, com a cidade de São Paulo como base. Isso sem considerar o que as concessionárias cobram como taxa de despachante, terceirizando este serviço que sairá ainda mais caro.

Os custos com lavagem também precisam ser contabilizados. Levando em conta uma limpeza a cada 1.000 km rodados, o que garante pelo menos uma por mês, a um custo médio de R$ 50,00 cada, o consumidor deverá desembolsar cerca de R$ 1.800 no período (em três anos). Para o estudo, não foram incluídos os cuidados especiais, como cera e polimento ou ainda eventuais reparos em caso de colisão ou mesmo um pequeno acidente doméstico como uma batida menor no para-choque.

Revisões programadas

No que se refere às revisões programadas, de acordo com o fabricante, o valor ultrapassa os R$ 1.500 no período em todos os veículos. Isso porque não foram contados com todos os possíveis itens que são trocados, apenas as peças da revisão programada. Para isso, foram considerados apenas o valor divulgado pelas marcas para o plano de manutenção oficial até a quilometragem de 45 mil km.

O seguro opcional também é um dos itens que foi considerado no estudo. Apesar de não ser obrigatório, é comumente contratado para maior garantia do comprador e deve ser bem avaliado, em função da grande variação de preços no mercado. Por isso, é recomendado que o consumidor solicite o orçamento a mais de um corretor, pesquise as seguradoras e se informe sobre todas as cláusulas do contrato oferecido.

Os gastos com a apólice pode a R$ 5 mil no período de três anos com grandes variações, dependendo do modelo e da versão do carro, época do ano, seguradoras e perfil de uso.

Caso o consumidor opte por um dos sete modelos avaliados neste estudo, precisa estar disposto a um investimento mensal de aproximadamente R$ 1.300. Cabe ressaltar que, como a depreciação não é “cobrada” com as despesas mensais, ela geralmente é esquecida na hora dos cálculos e decisão de compra, sendo percebida apenas na troca do carro. E se o veículo tiver muitos acessórios ou for de uma versão topo de linha, a desvalorização pode ser ainda maior.

Na galeria, confira quais foram os veículos mais vendidos no mês de agosto de 2018.

 
 
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