Testamos: HR-V EXL vai bem na cidade, na estrada e agrada pelo conjunto

Tradicionalmente, o Garagem360 termina as avaliações de carros com a questão “Vale a compra?”. No caso do Honda HR-V EXL, testado pela reportagem por mais de 500 quilômetros tanto na cidade como na estrada, o ideal é começar com a resposta: se você tiver pouco mais de R$ 110.000 para comprar um carro, é opção a ser considerada.

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De forma geral, o HR-V EXL agrada pelo conjunto. Tem motorização que não peca na estrada (é ótimo em retomadas e não vacila em subidas, como a da Serra do Mar, pela via Anchieta) e é um bocado sóbrio na cidade (bebe, em média, 12km/l).

Por dentro, o HR-V EXL tem conforto na medida (embora seja um tanto difícil posicionar de forma perfeita o banco do motorista): é espaçoso na frente e atrás, até mesmo para cinco pessoas. Tem revestimento e acabamento em couro.

A interface da central multimídia parece um tanto ultrapassada (cores chapadas, ícones quadrados). Mas a boa notícia é que é extremamente fácil de operar. Muito intuitiva, com poucos toques (é touchscreen) o motorista consegue parear o smartphone, ajustar o modo da câmera de ré (que oferece imagem um tanto escura, aliás) ou acionar o GPS.

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Honda HR-V EXL CVT

Motorização: 1,8l i-VTEC 16 válvulas 139 cv/140 cv a 6.300/6.500 RPM (etanol/gasolina)

Torque máximo líquido: 17,4 kgfm a 4.800 RPM/ 17,3 kgfm a 5 mil RPM (etanol/gasolina)

Transmissão: Automática CVT (simula sete marchas com troca nas borboletas)

Dimensões: 4,29 m x 1,77 m x 1,58 m (comprimento x largura x altura)

Distância entre eixos: 2,61 m

Peso em ordem de marcha: 1.272 kg

Tanque de combustível: 51 L

Consumo médio: 12 km/l com gasolina (pelo computador de bordo)

Porta-malas: 437 L

Preço: R$ 111.900

Pontos positivos: bom no conjunto geral (motorização, conforto, tecnologia), discreto, econômico

Pontos negativos: central multimídia poderia ser mais moderna; não é start stop e a partida não é por botão; tela da cental multimídia um tanto escura – o que reflete na câmera de ré, que oferece pouca visibilidade em ambientes escuros

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Do ponto de vista de design, o modelo, assim como seu motor, é sóbrio. Não chama atenção nas ruas (como acontece com alguns de seus principais concorrentes, como Jeep Renegade ou Nissan Kicks), mas tem linhas bem desenhadas, que dão a sensação de robustez na medida certa.

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Aliás, por falar em Renegade e Kicks (ou, para abranger a concorrência, Hyundai Creta e VW T-Cross), o modelo não é só uma opção a se pensar em relação a outras marcas, como até mesmo dentro da Honda. O modelo custa R$ 28 mil a menos que a versão Touring (já avaliada pelo Garagem360). Caso a ideia seja optar por um HR-V, com certeza, a versão EXL tem melhor custo-benefício que seu irmão mais caro.

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Sérgio Vinícius
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