Tem um carro elétrico? Estudo revela desgaste de 2,3% e real “vilão” da autonomia
Estudo com 22 mil veículos revela que baterias de elétricos perdem 2,3% ao ano. Conheça o vilão que acelera esse desgaste
A durabilidade das baterias ainda é o maior receio de quem planeja migrar para um carro elétrico em 2026. Um novo levantamento global com 22 mil veículos mostra que o desgaste existe, mas é menor do que muitos imaginam.
Acompanhe o Garagem360 e conheça o verdadeiro vilão desse tipo de carro.
Bateria do carro elétrico degrada cerca de 2,3%
O receio de que a bateria de um carro elétrico “morra” precocemente tem sido combatido com dados concretos. Um estudo recente feito pela Geotab, empresa especializada em telemetria, acompanhou o desempenho de mais de 22,7 mil veículos elétricos ao redor do mundo. O resultado mostra que o desgaste médio atual é de 2,3% ao ano.
Na prática, isso significa que um elétrico médio, após oito anos de uso, ainda preserva cerca de 81,6% de sua capacidade original. Esse número é crucial para o mercado de usados, pois demonstra que, mesmo após quase uma década, o veículo mantém uma autonomia funcional para o dia a dia.
Veja também Como saber se o carro elétrico é uma boa opção pra mim?
O que faz a bateria do carro elétrico desgastar mais rápido?
O estudo é categórico: o fator que mais acelera o envelhecimento químico das células não é o tempo, mas sim a potência do carregamento. Carros que dependem exclusivamente de carregadores ultra-rápidos (acima de 100 kW em corrente contínua) sofrem muito mais do que aqueles carregados em Wallboxes residenciais.
Abaixo, você confere um comparativo de desgaste conforme o perfil de uso:
| Fator de influência | Taxa de degradação anual |
| Média Geral (Estudo 2026) | 2,3% |
| Recarga Lenta (AC) | ~1,5% |
| Recarga Rápida (>100 kW DC) | Até 3,0% |
| Vans e Utilitários | 2,7% |
Veja também Querer não é poder: 61% dos brasileiros apostam no carro elétrico, mas só 3% conseguem comprar
Calor e o uso comercial
Além da recarga, o clima e o tipo de aplicação do veículo influenciam no resultado. Regiões quentes podem registrar uma degradação 0,4% maior devido ao estresse térmico nas células. Já as vans elétricas apresentam desgaste acelerado (2,7%) por conta da rotina intensa de entregas e múltiplas recargas rápidas no mesmo dia.
Em resumo, a saúde das baterias permanece sólida. O segredo para manter o valor de revenda e a autonomia alta em 2026 é equilibrar o uso dos carregadores rápidos, deixando-os prioritariamente para viagens.
Ah, a autonomia de um elétrico usado ainda é suficiente para atender a maioria dos brasileiros, mesmo após anos de uso.
Você teria coragem de comprar um carro elétrico usado sabendo que ele ainda tem 81% da bateria original? Deixe seu comentário abaixo!
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.

