SUV da Renault tem 163 cv e bom consumo, mas fica atrás dos rivais híbridos

A Renault finalmente entrou de cabeça em um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro com o lançamento do Renault Boreal.
O SUV médio chegou ao final de 2025 focado no consumidor que busca sofisticação, espaço familiar e quer migrar dos sedãs ou hatches médios para um utilitário de categoria superior.
Avaliamos a versão Techno, a configuração intermediária da linha que é vendida por R$ 199.990.
Equipado com o motor 1.3 TCe turboflex de 163 cv desenvolvido em parceria com a Mercedes-Benz, o SUV entrega um comportamento dinâmico surpreendente e acabamento premium.
Entretanto, enfrenta o desafio de encarar rivais fortemente armados com motorizações híbridas em 2026.
Como estão as vendas nas concessionárias?
Emplacando uma média de 1.053 unidades mensais no primeiro semestre, o Boreal demonstra aceitação positiva para um estreante.
No entando ainda assiste de longe a liderança dos rivais consolidados e dos novos fenômenos chineses eletrificados.

Os Prós: Onde o Renault Boreal Techno se destaca
1. Desempenho empolgante e dinâmica de hatch
Ao volante, o Boreal surpreende e entrega uma sensação de controle muito acima da média da categoria.
A direção elétrica é rápida e precisa, trabalhando em perfeita harmonia com uma suspensão de acerto firme que controla a carroceria nas curvas sem sacrificar o conforto.
O motor 1.3 Turbo TCe gera até 163 cv e 27,5 kgfm de torque logo a partir de 1.750 rpm.
Combinado ao rápido câmbio automatizado EDC de dupla embreagem e 6 marchas, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e cumpre retomadas vigorosas (80 a 120 km/h em apenas 6,4 segundos).
2. Uma das melhores cabines do segmento
O acabamento interno do Boreal compete em igualdade com SUVs que custam muito mais. Há uma grande profusão de materiais macios ao toque no painel, portas e console central.
Embora a versão Techno perca o teto solar panorâmico, ela adota um revestimento de teto totalmente preto, conferindo um visual bastante sóbrio e elegante.
Em termos de espaço, a plataforma RGMP garante ótimos 2,70 metros de entre-eixos (acomodando três adultos com folga atrás) e um porta-malas gigante de 522 litros, um dos maiores do segmento.
3. Tecnologia em alto nível
O painel traz o cockpit digital OpenR Link com duas telas integradas de 10 polegadas e sistema Google embarcado, replicando mapas do GPS diretamente no cluster de instrumentos.
A lista traz ar-condicionado digital de duas zonas, controle de cruzeiro adaptativo (ACC), frenagem de emergência, alerta de tráfego cruzado, monitor de ponto cego e carregador por indução.
Os Contras: O que pesa contra o SUV da Renault
1. Relação custo-benefício contra a versão de topo Iconic
A diferença de preço da versão Techno para a topo de linha Iconic é de apenas R$ 15 mil. No entanto, para economizar esse valor, a versão Techno perde uma lista massiva de equipamentos desejáveis:
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Câmera 360° com visualização 3D;
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Teto solar panorâmico;
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Sistema de som premium assinado pela Harman Kardon;
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Tampa do porta-malas com abertura elétrica por aproximação;
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Rodas de liga leve aro 19″ (substituídas por rodas pretas aro 18″);
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Bancos elétricos com memória e função de massagem.
Se o comprador equipar a versão Techno com opcionais como a pintura biton (R$ 4.000) e o teto panorâmico (R$ 8.000), o preço salta para R$ 203.990
Colando no valor da versão Iconic e tornando a variante intermediária pouco vantajosa.
2. Ausência de eletrificação diante da concorrência
Este é o principal calcanhar de Aquiles do Boreal.
O SUV médio chega ao mercado equipado exclusivamente com motor a combustão.
Ficando atrás de rivais diretos como BYD Song Plus, GWM Haval H6 e Toyota Corolla Cross oferecem variados níveis de eletrificação.
3. Consumo competitivo entre turbos, mas atrás dos híbridos
Abastecido com gasolina, o Boreal registrou médias reais de 9,8 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada.
Os números são excelentes para um motor turbo convencional de 163 cv.
Em contra partida, ficam defasados quando comparados ao uso urbano dos concorrentes híbridos, que conseguem rodar muito mais com o mesmo litro aproveitando a regeneração das baterias no trânsito.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_








