SUV da Ranger sai na frente e expõe ponto fraco de Haval H9 e Toyota SW4

A Ford está sacudindo o mercado global de utilitários esportivos de grande porte em abril de 2026 com o lançamento do Ford Everest Wildtrak.
O SUV baseado na plataforma da Ranger acaba de ganhar uma versão que foca no equilíbrio entre o luxo extremo e a capacidade fora de estrada, expondo lacunas tecnológicas em rivais de peso como o Haval H9 e o líder de vendas Toyota SW4.
O modelo traz uma proposta de refinamento que vai além do visual aventureiro, mirando no topo da pirâmide dos SUVs de sete lugares.
Ford Everest Wildtrak: O SUV da Ranger que eleva o nível

Enquanto o Toyota SW4 aposta na tradição e o GWM Haval H9 busca o luxo por meio da hibridização, a Ford decidiu equipar o Everest Wildtrak com um conjunto de conveniências que seus concorrentes diretos ainda negligenciam.
A versão Wildtrak se destaca imediatamente pela cor exclusiva Laranja Ignite e rodas de 20 polegadas com acabamento diamantado.
Para quem exige desempenho bruto, o motor 3.0 V6 turbodiesel de 250 cv e 61,2 kgfm de torque garante uma superioridade mecânica que coloca o Everest em uma categoria de performance acima da média do segmento.
O ponto fraco exposto: Haval H9 e SW4 ficam para trás na praticidade
O grande trunfo do Ford Everest Wildtrak está na gestão do espaço interno e na tecnologia de conveniência. A Ford identificou um ponto fraco crítico no Toyota SW4 e no Haval H9: a dificuldade de operação da última fileira de assentos.
Terceira fileira com rebatimento elétrico
Este é o item que faz o Everest Wildtrak sair na frente. O SUV da Ford conta com a terceira fileira de bancos com rebatimento elétrico, permitindo que o porta-malas seja expandido ou os assentos sejam montados apenas com o toque de um botão.
No Toyota SW4, o sistema de rebatimento ainda é manual e os bancos costumam ser recolhidos para as laterais, o que rouba espaço de carga e exige esforço físico.
Já no Haval H9, embora o interior seja muito tecnológico, a ausência desse recurso elétrico para a última fileira depõe contra a sua proposta de luxo total.
Interior e equipamentos que definem o padrão premium

Por dentro, o Everest Wildtrak tenta convencer o comprador de que ele é muito mais do que uma Ranger fechada. O acabamento é focado em detalhes exclusivos que dão uma identidade própria ao SUV.
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Conforto e Estilo: Os bancos são revestidos em couro premium com costuras laranjas e o logotipo Wildtrak bordado nos encostos.
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Experiência Visual: O modelo conta com um teto panorâmico generoso, que aumenta a sensação de amplitude para os passageiros de todas as fileiras, item que o SW4 oferece de forma mais limitada.
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Ambiente Tecnológico: A iluminação ambiente em LED é configurável e as luzes de matriz de LED (Matrix LED) na dianteira garantem uma visibilidade superior em estradas sem iluminação, ajustando o facho para não ofuscar quem vem no sentido contrário.
Estratégia para o mercado brasileiro em 2026
A chegada do Ford Everest ao Brasil é um dos temas mais quentes do setor automotivo em 2026. Com a Ranger sendo produzida na Argentina e o Everest compartilhando grande parte dos componentes, a viabilidade técnica é alta.
A Ford observa o sucesso da linha Wildtrak em mercados como Austrália e Nova Zelândia para decidir o momento exato de atacar o império da Toyota no Brasil.
Ao oferecer um SUV com motor V6 mais potente e um interior que resolve problemas de praticidade que o SW4 mantém há anos, a Ford tem nas mãos o produto ideal para retomar a liderança espiritual do segmento de utilitários baseados em picapes.
Esaú Júlio é jornalista formado pela UNICAP. Ex-Globo Esporte (TV Globo) | NE10 (SJCC) — Blog do Torcedor & Política. Passagens por BlogDoZá e Futebol Brasil. Redes sociais: IG: @esaujs | X: @Esau_Julioo