Seguro Auto Popular é atrativo para carros com mais de cinco anos

Recentemente, o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) aprovou uma resolução com as normas de uma nova categoria, o Seguro Auto Popular. O objetivo é atingir majoritariamente automóveis com mais de cinco anos de fabricação, e a principal vantagem é que, em casos de sinistros com necessidade de substituição de peças, os itens usados serão de empresas de reparo e desmontagem de veículos.

A possibilidade de optar por componentes de segunda mão deixa as manutenções mais baratas, e foi viabilizada pela Lei 12.997, de maio de 2014, que regulamenta os desmontes de veículos no Brasil. Entretanto, vale a pena destacar que a utilização desses itens não poderá ser feita em casos que envolvam a segurança dos passageiros. Dentre as restrições estão: suspensão, cintos de segurança e sistemas de freios.

Para Alexandre Camillo, presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de S. Paulo (Sincor-SP), o serviço precisa oferecer uma economia de pelo menos 30% para atender os anseios e ser vantajoso aos clientes. “O problema é que o processo ainda conta com algumas restrições que deixaram a desejar, por exemplo, o fato de poder usar peças novas mas não originais. O mercado gostaria de contar com isso”, explica. Ainda segundo o executivo, por enquanto ainda é difícil cravar números, mas acredita-se que a economia no valor final da nova apólice seja de 15%.

Apesar de buscar atingir veículos com mais de cinco anos de idade, qualquer um pode optar pelo Seguro Popular Auto. Entretanto, é preciso estar ciente de que os reparos serão feitos com itens reaproveitados. Camillo acredita que, se o produto chegar a oferecer gastos 30% menores, ele terá potencial para atender uma frota de 20 milhões de veículos.

Regras

As regras do novo seguro indicam que a cobertura mínima deverá compreender a garantia de indenização por danos causados por colisão – sendo que não haverá opção de cobertura para indenização integral por colisão. Em casos de danos parciais, o segurado poderá optar por oficinas pertencentes à rede da seguradora ou estabelecimentos de sua escolha. Para a PROTESTE Associação de Consumidores, a opção por escolher uma oficina de confiança exige cuidado, já que as seguradoras podem acabar se eximindo da qualidade do conserto realizado.

Além de buscar atender a necessidade do mercado automobilístico brasileiro, que está com uma queda na venda de carros novos, o produto é uma boa para evitar desperdícios e preservar o meio ambiente. A previsão é de que ele ainda passe por algumas adequações da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e comece a ser comercializado pelas seguradoras ainda no final do primeiro semestre. “Atualmente, a Susep está ouvindo sugestões do mercado para readequar as regras do projeto e atender as necessidades do público”, finaliza Camillo.

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Maria Beatriz Vaccari
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