Deu ruim? Recarga de carros elétricos em prédios tem novas regras dos bombeiros; entenda a polêmica

A recarga de carros elétricos em garagens de prédios terá novas regras. Veja o que os bombeiros exigem e por que a medida é polêmica.

A recarga de carros elétricos em garagens de condomínios residenciais e comerciais no Brasil está prestes a mudar completamente.

Recentemente, o Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros publicou uma nova diretriz nacional com regras mais rígidas para a instalação de carregadores, visando aumentar a segurança contra incêndios.

A justificativa é o crescimento rápido da frota de veículos eletrificados e os potenciais riscos associados às suas baterias de íons de lítio. No entanto, a medida já nasceu causando muita polêmica e dividindo opiniões entre especialistas e proprietários. Acompanhe o Garagem360 e entenda todos os lados dessa história!

Recarga de carros elétricos: o que dizem as novas regras?

A nova normativa, que valerá para todo o país, estabelece uma série de exigências para a instalação e operação de estações de recarga em ambientes fechados. A princípio, os locais terão 180 dias para se adequarem após a diretriz entrar oficialmente em vigor.

Recarga para carros elétricos

Foto: Reprodução

Principais exigências dos bombeiros

  • Pontos de desligamento: deverá haver botões de emergência para cortar a energia manualmente. Eles precisam estar localizados perto da entrada da garagem e também a, no máximo, 5 metros de distância dos próprios carregadores.
  • Corte de energia: similarmente, cada estação de recarga deverá ter um disjuntor exclusivo e bem identificado no quadro de distribuição de energia do prédio.
  • Sinalização: placas visíveis deverão indicar claramente onde ficam os pontos de recarga e os respectivos botões de desligamento de emergência.
  • Proteção extra: em garagens fechadas, a regra mais rigorosa é a exigência de um sistema de chuveiros automáticos (sprinklers) e outros meios de detecção e combate a incêndios.

Nova norma está causando polêmica

Apesar do objetivo de aumentar a segurança, as novas regras foram duramente criticadas pela ABRAVEI (Associação Brasileira dos Proprietários de Veículos Elétricos e Inovadores). Segundo a associação, a medida pode ter o efeito contrário ao desejado.

O principal argumento da ABRAVEI é que as exigências, especialmente a instalação de sprinklers em garagens que não os possuem, tornarão o custo para instalar um carregador economicamente inviável para a maioria dos condomínios.

Porém, o medo é que, com o alto custo da instalação regularizada, muitos usuários optem por soluções improvisadas e “gambiarras”, que representam um risco de incêndio muito maior.

A associação também contesta a percepção de perigo. Com base em dados internacionais, a ABRAVEI afirma que veículos elétricos possuem um risco de incêndio 61 vezes menor que os modelos a combustão. Além disso, eles defendem que não há uma relação direta comprovada entre o ato de recarregar e o início de incêndios nos veículos.

De um lado, os Corpos de Bombeiros, representados pela LIGABOM, buscam criar um padrão nacional de segurança para uma tecnologia que cresce rapidamente.

De outro, a ABRAVEI teme que o excesso de regras possa dificultar, em vez de ajudar, a transição para uma mobilidade mais limpa e segura.

E você, de que lado está nessa discussão? Acha que as novas regras são necessárias para a segurança de todos ou um exagero que vai atrapalhar a vida de quem tem carro elétrico? Deixe sua opinião nos comentários!

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Kawane Licheski
Escrito por

Kawane Licheski

Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fez da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.

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