Ranger fecha setembro 155 carros à frente da Toyota e bate recorde de 27,2% entre picapes médias

Detalhe da roda no Ford Ranger

A Ford Ranger terminou setembro de 2026 na liderança das picapes médias, com 3.465 emplacamentos.

A Toyota Hilux fechou o mês com 3.310 unidades, deixando a rival da Ford 155 carros à frente.

O resultado também levou a Ranger a um recorde de 27,2% de participação no segmento brasileiro.

Foi a segunda liderança mensal da picape no ano, depois da vitória de julho.

O dado ganha peso porque a Hilux ainda conserva vantagem no acumulado, porém a Ranger voltou a vencer justamente num momento de expansão das versões de trabalho.

Ranger cresce 10,7% e Hilux recua em setembro

A Ranger havia registrado 3.130 unidades em agosto. Em setembro, avançou para 3.465, alta de 10,7%.

A Hilux percorreu o caminho contrário: caiu de 3.471 para 3.310 veículos, retração próxima de 4,6%.

Picape Agosto Setembro
Ford Ranger 3.130 3.465
Toyota Hilux 3.471 3.310

A mudança de direção dos dois modelos explica a diferença curta, mas suficiente para trocar a liderança.

A Ford informou ainda que a participação de 27,2% foi a maior já alcançada pela Ranger no país.

Versões XL ajudam a Ford a avançar na faixa de trabalho

Parte da reação vem das novas configurações XL.

Segundo a montadora, essas versões somaram mais de 700 unidades em setembro e ampliaram a presença da Ranger numa área em que a Hilux tradicionalmente é muito forte: clientes comerciais, frotas, empresas e produtores.

  • Ranger em setembro: 3.465 unidades;
  • participação no segmento: 27,2%;
  • crescimento mensal: 10,7%;
  • acumulado de 2026: 26.972 unidades.

No acumulado do ano, a Ranger cresce 8,7%, acima dos 3,5% registrados pelo segmento de picapes médias. Isso mostra que a disputa não depende apenas de um mês forte.

A estratégia da Ford também ganhou fôlego com seis configurações XL, entre cabine simples, chassi e cabine dupla, com opções manual e automática.

A expansão aumenta a presença da Ranger em compras profissionais, nas quais capacidade de carga, tração 4×4, custo operacional e disponibilidade para transformação pesam bastante.

Ford Ranger XLT preta na estrada

Imagem: Divulgação/Ford

Hilux segue forte no ano, mas pressão aumentou

A vitória de setembro não encerra a briga. A Toyota ainda carrega uma base muito forte no mercado, especialmente nas vendas diretas e no agronegócio.

A Ford, porém, encurtou o espaço ao ampliar a gama e ocupar faixas antes menos exploradas pela Ranger.

Outubro passa a ser um teste relevante. Se a Ranger repetir a liderança, a pressão sobre a Hilux deixa de parecer alternância pontual e ganha contorno de disputa recorrente.

Se a Toyota reagir, setembro ficará como mais um capítulo apertado de uma rivalidade que voltou a ter troca de posições.

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