Pneus verdes ajudam a economizar combustível

A maioria dos carros novos tem saído de fábrica equipados com pneus verdes. E não pense você que eles têm coloração esverdeada, nada disso. Sua nomenclatura, na verdade, é relacionada ao meio ambiente, uma preocupação das montadoras que buscam a redução do consumo de combustível, além de ser uma necessidade estabelecida pelo Programa de Incentivo à Inovação e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-Auto).

Tendo como matérias-primas a sílica e polímeros funcionais – responsáveis pelo gasto menor de combustível e redução nas emissões de CO2 – este tipo de pneu é mais leve (8%) e aquece menos, assim, gera uma economia que pode chegar a 6%. Vale destacar que o seu processo de fabricação não difere do convencional, exceto pela utilização de elementos de alta tecnologia.

ENASAVE EC300+

Pneus verdes, como o ENASAVE EC300+, da Dunlop, são produzidos com tecnologia e matéria-prima específicas  |Foto: Divulgação

Para Hugo Issao Terazaki, gerente técnico de produto da Dunlop, o maior desafio do pneu verde é agregar alta eficiência com redução do consumo de combustível, melhorando os índices de desempenho durante o uso.

“O uso intenso da sílica e de compostos diferenciados a base de carbono (popularmente conhecidos como ‘negro de fumo’) na borracha, bem como a construção de carcaça estruturada e o baixo peso, são os diferenciais deste tipo de componente”, diz Terazaki.

Mais silenciosos, os pneus verdes também oferecem melhor dirigibilidade e frenagem tanto em pistas secas quanto em molhadas. “Além disso, a durabilidade não é muito diferente se comparado ao pneu tradicional. Dependendo do tipo de uso que o motorista faz do automóvel, o pneu dura entre 60 e 80 mil quilômetros rodados”, relata Roberto Falkenstein, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Pirelli para América Latina.

O executivo comenta ainda que os cuidados são os mesmos: rodízios períodos, alinhamento e balanceamento a cada 10 mil quilômetros e calibração adequada uma vez por semana.

Quando o assunto é dinheiro, o preço do pneu verde ainda pode assustar o consumidor. De acordo com Falkenstein, ele custa cerca de 7% a mais que os convencionais, porém é uma necessidade importante. E essa alta no preço  tem explicação. Terazaki diz que ele utiliza tecnologia específica e compostos químicos diferenciados, tudo para que o motorista gaste menos combustível no uso diário.

Forma de condução

Embora o pneu verde auxilie significantemente na economia de combustível, ele não é o único fator que efetivamente trará resultados neste aspecto. Essa questão também está totalmente relacionada aos hábitos do motorista, local de utilização e condições climáticas, entre outros.

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Talita Morais
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