Placas com cidades podem voltar enquanto lei mira carros elétricos nas rodovias
A Placa Mercosul está perto de ganhar uma novidade que muitos brasileiros esperavam: a volta dos nomes das cidades e as siglas dos estados de origem dos veículos.
A medida, aprovada pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara, deu um passo importante para virar lei e pode impactar o seu bolso em 2026.
O que muda com a nova Placa Mercosul?
O Projeto de Lei, que já passou pelo Senado, quer adaptar a Placa Mercosul. A ideia é que o nome do município e a sigla do estado onde o carro foi registrado fiquem visíveis, logo abaixo da tarja “Brasil”.
A proposta, de autoria do senador Esperidião Amin (PP-SC), visa facilitar a identificação de veículos por autoridades de trânsito e segurança pública em situações de infrações ou crimes.
O texto também estabelece que a mudança não exigirá a substituição imediata das placas atuais.
A obrigatoriedade ocorreria apenas em casos de novos emplacamentos, transferências de propriedade ou mudança de domicílio do proprietário do veículo.
Quem é obrigado a trocar a Placa Mercosul?
Se a lei for aprovada, quem já tem a Placa Mercosul ou a placa antiga (cinza) não precisará trocar imediatamente.
A troca da placa só será obrigatória nas mesmas situações de antes: mudança de cidade, troca de dono, perda, roubo ou danos na placa.
No entanto, todos os carros 0km, quando emplacados pela primeira vez a partir da nova lei, já virão com o novo modelo. A implementação terá um prazo de 365 dias para acontecer.
A proposta agora segue para análise na Câmara dos Deputados antes de virar lei.
Segundo o autor do projeto, a identificação visual ajuda a evitar crimes e facilita a fiscalização por agentes de trânsito, proporcionando maior segurança e um senso de identidade regional nas estradas brasileiras.

Descubra a cidade do seu carro com a Placa Mercosul
Mesmo sem os dados visíveis na placa, o CT Auto já mostrou que é possível descobrir a cidade de origem de um veículo com Placa Mercosul. A nova lei apenas reforça essa informação visualmente.
Atualmente, condutores e autoridades utilizam ferramentas digitais, como o aplicativo Sinesp Cidadão, para consultar a origem do veículo.
O novo projeto visa facilitar esse reconhecimento visual imediato por agentes de segurança.
Se sancionada, a regra valerá um ano após a publicação da lei, sendo exigida apenas para novos emplacamentos, transferências de propriedade ou mudança de domicílio.
Fique atento às novidades legislativas! Acompanhe as mudanças e saiba o que fazer para estar em dia com a legislação de trânsito e evitar problemas com seu veículo.
Monalisa Oliveira é formada em Jornalismo na Uninassau. Já trabalhou como redatora e revisora na Agência Astra Digital e Seu Crédito Digital. E-mail: [email protected]