Picape da Ram de R$ 299.990 atropela Hilux e Ranger em consumo e ainda desvaloriza menos

A disputa entre as picapes médias no Brasil continua sendo dominada por Toyota Hilux e Ford Ranger.
No entanto, uma concorrente relativamente nova vem chamando atenção por apresentar números que surpreendem justamente em dois dos fatores mais valorizados pelos compradores desse segmento: consumo de combustível e desvalorização.
Trata-se da Ram Dakota Warlock, versão de entrada da picape da marca norte-americana vendida por R$ 299.990.
Apesar de ainda estar distante das líderes em volume de vendas, o modelo mostra vantagens importantes quando comparado às principais rivais.
Ram tenta ganhar espaço em segmento dominado por gigantes
A Stellantis entrou oficialmente no mercado de picapes médias com dois produtos desenvolvidos sobre a mesma base: Fiat Titano e Ram Dakota.
A estratégia busca desafiar marcas consolidadas em uma categoria marcada pela alta fidelização dos clientes.
Até o momento, os números mostram o tamanho do desafio.
Entre janeiro e maio de 2026, a Toyota Hilux liderou o segmento com 19.479 unidades vendidas. Logo atrás apareceu a Ford Ranger, com 14.022 emplacamentos.
A Chevrolet S10 completou o pódio com 11.976 unidades.
Enquanto isso, a Ram Dakota registrou 1.426 vendas no período. A Fiat Titano alcançou 2.336 unidades.
Consumo coloca Dakota à frente das líderes
Embora ainda esteja distante das rivais em vendas, a Dakota apresenta resultados interessantes quando o assunto é eficiência.
Nos testes realizados com a versão Warlock, a picape registrou médias de 10,8 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada.
Os números permitem uma autonomia de até 864 quilômetros em ciclo urbano e impressionantes 1.080 quilômetros em rodovias, graças ao tanque de combustível de 80 litros.
Comparativo de consumo entre Ram, Toyota e Ford Ranger
| Modelo | Cidade | Estrada |
|---|---|---|
| Ram Dakota Warlock | 10,8 km/l | 13,5 km/l |
| Toyota Hilux | 9,3 km/l | 10 km/l |
| Ford Ranger 2.0 Diesel | 9,9 km/l | 11,6 km/l |
Na prática, a Ram Dakota supera tanto a Hilux quanto a Ranger nos dois cenários.
Ram detém o título de menor desvalorização do segmento
Outro dado que favorece a picape da Ram está relacionado à revenda.
Segundo levantamento recente da plataforma Webmotors, a Dakota apresenta atualmente o menor índice de desvalorização entre as picapes médias comercializadas no país.
O modelo perdeu apenas 0,3% do valor de tabela desde o lançamento.
O resultado chama atenção principalmente quando comparado aos principais concorrentes.
Desvalorização das picapes médias
| Modelo | Desvalorização |
| Ram Dakota | 0,3% |
| Toyota Hilux | 6,3% |
| Ford Ranger | 22,2% |
| Fiat Titano | 33% |
O desempenho é ainda mais impressionante quando comparado à Fiat Titano, que utiliza grande parte da mesma estrutura e apresentou a maior perda de valor do segmento.
O que explica a vantagem na revenda?
A baixa desvalorização é um indicador importante para quem pensa no custo total de propriedade do veículo.
Quando uma picape mantém seu valor de mercado por mais tempo, o proprietário tende a recuperar uma parcela maior do investimento no momento da venda ou troca.
Por isso, esse índice costuma ser acompanhado de perto por compradores que utilizam o veículo tanto para trabalho quanto para lazer.
Vale a pena considerar a Ram Dakota?
Mesmo sem alcançar os volumes de vendas de Hilux, Ranger e S10, a Ram Dakota apresenta argumentos sólidos para quem procura uma alternativa diferente no segmento.
O consumo superior ao das líderes e a menor desvalorização entre as picapes médias mostram que o modelo pode oferecer vantagens financeiras relevantes ao longo do tempo.
Por R$ 299.990 na versão Warlock, a Dakota surge como uma opção capaz de desafiar concorrentes tradicionais em pontos que fazem diferença tanto no uso diário quanto na hora da revenda.
Matheus Azevedo é jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, em Belo Horizonte. Atua com o digital desde quando saiu da faculdade. É apaixonado por SEO e, sobretudo por carros, finanças e dados. Entende que todos podem entender números. Contudo, é papel do jornalista transformá-los em informações mais claras e organizadas para ajudar o leitor a ter um conteúdo mais completo e informativo. E-mail: [email protected]