Peugeot vende 30% menos que novata chinesa e cai para 21º lugar no Brasil

A situação da Peugeot no Brasil ficou constrangedora: a tradicional marca francesa vendeu 30% menos que a Caoa Changan, uma chinesa que desembarcou por aqui há apenas quatro meses.
Com isso, a Peugeot despencou para o 21º lugar no ranking de vendas. Vem entender!
Tombo em números
Vale dimensionar a queda. Em julho, a Peugeot emplacou apenas 1.228 unidades entre automóveis e comerciais leves, segundo a Fenabrave, o suficiente só para a 21ª posição entre as marcas.
O detalhe que dói é quem está na frente dela: a Caoa Changan, que chegou ao Brasil em março com apenas três SUVs, já vendeu 1.745 unidades no mês.
Ou seja, uma estreante de quatro meses de casa está atropelando uma marca com décadas de história no país.
208 perdeu até para um novato
O símbolo da crise é o carro mais popular da marca. O hatch Peugeot 208, que faz sucesso na Europa e na vizinha Argentina, vendeu míseras 340 unidades no Brasil em julho.
Para piorar, no acumulado do ano o 208 já foi ultrapassado pelo Hyundai i20, um rival que chegou ao mercado há menos de dois meses e já soma 3.344 unidades, contra 3.299 do francês.
Quando um recém-lançado supera o seu carro-chefe em tão pouco tempo, o sinal de alerta é grave.
No acumulado, a situação não melhora
Não dá para dizer que foi só um mês ruim. De janeiro a julho, a Peugeot soma apenas 9.983 unidades no Brasil.
O número é menor até que o da Mitsubishi (12.398), que aparece em 18º, uma marca de nicho, focada em picapes e SUVs, e ainda assim à frente da francesa.
Logo, a Peugeot vem patinando o ano inteiro, e não apenas tropeçou em julho.
Plano de reação: novidades até 2030
Diante do fracasso, a Peugeot promete mudar de rumo, seguindo a mesma ofensiva que prepara para a Europa, onde planeja sete lançamentos até 2030.
A primeira aposta forte no Brasil será a nova geração do SUV 3008, que passará a ser fabricada em Goiana (PE) a partir de 2030.
A marca também prepara novas gerações do 208 e do 2008, que vão estrear uma nova plataforma e um novo visual, com uma identidade de design mais marcante, pensada justamente para não se confundir com a enxurrada de modelos asiáticos.
Com isso, a aposta é que estilo forte e mais opções de motor recoloquem a francesa no jogo.
O problema é o tempo: com os principais reforços só chegando perto de 2030, a Peugeot terá que sobreviver a vários anos difíceis enquanto os rivais chineses seguem crescendo a toda velocidade.
Para quem gosta da marca, o recado é de paciência, as grandes novidades ainda vão demorar.











