Pesquisa revela perfil do taxista

Estudo foi realizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) com 1.001 motoristas

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) realizou uma pesquisa para mapear o perfil dos taxistas brasileiros. No total, foram 1.001 motoristas entrevistados, sendo 97,3% homens, nas principais regiões metropolitanas entre os dias 4 e 14 de novembro do ano passado. Eles responderam questões sobre saúde, rotina de trabalho, segurança e concorrência com o Uber, entre outros assuntos.

A maioria dos participantes (94,9%) afirma que a procura pelos serviços de táxi caiu em 2015. Dentre eles, 43% acreditam que o motivo foi a crise econômica enfrentada pelo País. Para 30,3%, no entanto, a causa da diminuição foi o transporte ilegal.

Ainda há quem diga que o culpado é o Uber: 68,6% dos taxistas de Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo (cidades onde o aplicativo atua) disseram ter percebido um impacto negativo depois que o software de transportes se popularizou.

Além disso, 72% deles garantiram ser contra a legalização do app. Entretanto, 59,9% consideram a possibilidade de oferecer serviços diferenciados para tentar bater a concorrência. Mais de dois terços dos entrevistados já trabalham como taxistas há mais de cinco anos e 93,9% possuem veículos com até seis anos de uso.

Outros dados revelaram o seguinte: 62,3% acham que a maior vantagem da profissão é a autonomia para definir o horário de trabalho; 74,6% a consideram perigosa, sendo que 28,5% já foram vítimas de assalto ao menos uma vez nos últimos dois anos; e 51,4% classificam o trabalho como desgastante.

Entrevistados

Dentre os taxistas consultados pela CNT, a maioria têm entre 40 e 49 anos (25,9%), e a minoria (3,5%), 70 anos ou mais. Sessenta e oito por cento deles são casados e 45,7% têm o segundo grau (colegial) completo. Apenas 6,3% finalizaram a faculdade e 0,3% a pós-graduação.

O faturamento bruto diário, para 41,7% deles, fica entre R$ 100,01 e R$ 200,00, e a renda mensal líquida, para 32,6%, varia entre R$ 1.001,00 e R$ 2.000,00. Além disso, 29,3% têm dois dependentes e 67,1% vivem na casa própria e já quitada. Para conferir a pesquisa completa, clique aqui.

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Maria Beatriz Vaccari
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