Obrigatório desde o final dos anos de 1990, tanto no banco da frente, quanto no banco de trás, o uso do cinto de segurança ainda não foi adotado de forma universal no Brasil. Pouco mais de 1/3 dos motoristas brasileiros declararam não exigir que os passageiros que trafegam no banco de trás de seus automóveis façam uso do dispositivo.

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Os dados da pesquisa nacional realizada pela Arteris – empresa do setor de concessões de rodovias do Brasil, revelam ainda que entre os condutores com idade entre 31 e 40 anos, o percentual da imprudência é ainda maior. Cerca de 44% dos motoristas nessa faixa etária declaram não exigir dos passageiros o uso do dispositivo de segurança. O mais alarmante é que 97,2% desses mesmos condutores declaram ciência sobre a obrigatoriedade de uso do cinto de segurança, inclusive no banco de trás.

Além de ser uma infração grave, render multa de R$ 195,23 e cinco pontos na carteira, no caso de colisões, os passageiros do banco de trás podem causar graves lesões em si próprios e nos demais passageiros, e até podem ser arremessados para fora do veículo.

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“O uso do cinto de segurança é fundamental para preservar vidas. Estudos indicam que o uso do cinto de segurança reduz em 75% as chances de ferimentos fatais para quem trafega no banco de trás e em 50% para condutores e passageiros no banco da frente. Por isso, é de extrema importância que todos usem o cinto, e que pais, responsáveis e, sobretudo, condutores redobrem a atenção, especialmente nos períodos de férias e feriados prolongados”, afirma Elvis Granzotti, gerente de Operações da Arteris.

Os acidentes de trânsito estão entre as principais causas externas de morte no Brasil e no mundo. A cada hora, 140 pessoas perdem a vida no trânsito segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Inseguros

De 2010 para cá, quase 20 veículos levaram zero ou uma estrela no Programa de Avaliação de Carros Novos para América Latina e o Caribe (Latin NCap), em que testes de segurança são feitos em diversos modelos. O Garagem360 reuniu alguns desses automóveis que podem ser apelidados de mais inseguros da história na América Latina. Confira na galeria.

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