Os reis “sem noção”: 4 carros e campanhas que deixaram o público sem entender nada

De erros de marketing com Martin Luther King a nomes bizarros como Kia Besta, conheça 4 momentos "sem noção" da indústria automotiva que entraram para a história.

A história da indústria automotiva não é feita apenas de sucessos e designs elegantes. Muitas vezes, marcas consagradas tomam decisões que desafiam a lógica, seja no batismo de um modelo, no conceito visual ou até na forma de vendê-lo.

4 carros e campanhas que deixaram o público sem entender nada

Confira cinco momentos em que as montadoras foram, no mínimo, “sem noção”:

1. Ram 1500 e o Sermão Inoportuno (2018)

No Super Bowl de 2018, a Ram tentou associar a robustez de sua picape aos valores de serviço e sacrifício de Martin Luther King Jr. O comercial utilizou o áudio do sermão “Drum Major Instinct”. O problema? No mesmo discurso original de 1968, King criticava explicitamente o consumismo e a publicidade de automóveis.

A gafe gerou revolta imediata: usar a voz de um líder pacifista que condenava o egoísmo material para vender picapes de luxo foi considerado um dos maiores erros de marketing da década.

Ram Martin Luther King- Foto: Divulgação

2. Kia Besta: O Nome que Virou Meme no Brasil

Para os coreanos, o nome era uma derivação de “Best A” (o melhor da categoria A). No Brasil dos anos 90, virou sinônimo de piada. Apesar do nome “agressivo”, a Besta foi um sucesso absoluto. Ela era uma van robusta, equipada com motores diesel (geralmente 2.2 ou 2.7 litros), capaz de carregar até 12 passageiros.

Foi a pioneira no transporte escolar e executivo no país, provando que um nome ruim não impede um bom negócio — mas que ninguém nunca esquece, não esquece.

3. Chevrolet SSR: A Picape que não Sabia o que Era

Lançada em 2003, a SSR (Super Sport Roadster) é um dos veículos mais confusos da GM. Ela tentou ser três coisas ao mesmo tempo: uma picape, um conversível de teto rígido e um hot-rod retrô. O resultado foi um carro pesado demais para ser esportivo, com uma caçamba pequena demais para ser utilitário e um visual que dividia opiniões.

Nem mesmo o potente motor V8 de 6.0L vindo do Corvette conseguiu salvar o modelo, que teve uma vida curta nas lojas.

Foto: Wikipedia

 

4. Alfa Romeo Arna: O Pior dos Dois Mundos

A lógica dizia que uma parceria entre a Alfa Romeo e a Nissan nos anos 80 resultaria em um carro com o design passional italiano e a mecânica confiável japonesa. Mas a “falta de noção” falou mais alto: eles fizeram o inverso. O Arna tinha o design sem graça do Nissan Cherry e a mecânica temperamental e propensa à ferrugem da Alfa Romeo. Foi um desastre de vendas que quase manchou permanentemente a reputação da marca italiana.

Foto: Wikipedia

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Robson Quirino
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Robson Quirino

Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.