Ora 03 perde quase metade das vendas e vê Dolphin, EX2 e Aion UT ganharem espaço

O mercado de carros elétricos no Brasil vive um momento de forte reorganização, e nem todos os modelos conseguem acompanhar o ritmo.
Prova disso é o GWM Ora 03, o hatch elétrico de visual retrô da marca chinesa, que sofreu uma queda expressiva em junho: quase metade das vendas evaporou de um mês para o outro.
Enquanto isso, concorrentes como BYD Dolphin, Geely EX2 e GAC Aion UT seguem em rota de crescimento, ocupando o espaço que o Ora 03 vem perdendo no segmento eletrificado.
Segundo levantamento sobre os modelos que mais recuaram em junho de 2026, o Ora 03 despencou 48,88%, passando de 489 unidades em maio para apenas 250 no mês seguinte.
É uma retração acentuada, que colocou o hatch entre os carros de pior desempenho relativo do período e escancarou a dificuldade do modelo em manter o fôlego num mercado cada vez mais disputado.
A queda acentuada do Ora 03
A retração de quase 49% do Ora 03 não é um dado isolado, mas se destaca justamente por atingir um elétrico em um momento em que o segmento como um todo cresce.
Perder praticamente metade das vendas em apenas um mês é o tipo de oscilação que acende o alerta, sobretudo para um modelo que chegou ao Brasil cercado de expectativa por seu design charmoso e proposta diferenciada.

O hatch da GWM figurou entre as três maiores quedas percentuais do mês, num ranking encabeçado pelo Citroën Basalt, que recuou quase 66%, e pelo Peugeot 2008.
Vários fatores costumam explicar tombos assim, como estratégias comerciais, disponibilidade de estoque, atualização de linha e, principalmente, o aumento da concorrência, que no caso dos elétricos está mais acirrada do que nunca.
Enquanto isso, os rivais (BYD, Geely e GAC) avançam
O contraste com outros elétricos torna a queda do Ora 03 ainda mais evidente.
Em vez de um segmento em retração, o que se vê é um mercado em expansão, no qual outros modelos chineses vêm ganhando terreno de forma consistente.
O Ora 03, portanto, não perde vendas por falta de compradores para carros elétricos, mas por não conseguir competir com rivais que oferecem propostas mais atrativas.
Entre os que crescem, três nomes se destacam:
- BYD Dolphin: um dos elétricos mais populares do país, mantém desempenho firme e figura entre os mais vendidos do segmento.
- Geely EX2: o compacto da Geely vive forte ascensão, impulsionado por preço competitivo e boa lista de equipamentos, ajudando a marca a bater recordes de vendas no Brasil.
- GAC Aion UT: hatch elétrico que estreou com força e rapidamente conquistou espaço entre os dez elétricos mais emplacados do país.
Esses modelos representam exatamente o tipo de concorrência que pressiona o Ora 03, oferecendo alternativas que combinam preço, autonomia e tecnologia em pacotes que vêm caindo no gosto do consumidor.
Por que o Ora 03 perde terreno?
A dificuldade do Ora 03 ilustra bem a transformação do mercado elétrico brasileiro.
Quando chegou, o hatch se apoiava fortemente no apelo do design retrô e no ineditismo de ser um dos primeiros elétricos acessíveis da GWM.
Mas, com a enxurrada de lançamentos das marcas chinesas, o diferencial estético já não basta para sustentar as vendas diante de rivais com propostas mais completas ou preços mais agressivos.
O segmento amadureceu rápido, e o consumidor passou a ter muito mais opções para comparar.
Nesse cenário, modelos que não se atualizam em preço, autonomia ou equipamentos tendem a perder espaço para os concorrentes mais afiados.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias









