O “padrinho do GT-R” da Nissan defende que os futuros modelos sejam movidos a gasolina
O "Padrinho do GT-R", Hiroshi Tamura, compartilha sua visão pessoal para o futuro do carro, defendendo a manutenção do motor a combustão. Descubra por que a lenda da Nissan pede paciência aos fãs.
O encerramento da produção do lendário Nissan GT-R R35 deixou uma lacuna no mercado de carros esportivos, e a espera por seu sucessor, o “R36”, pode durar até 2031. No meio dessa incerteza, o Especialista-Chefe de Produto do R35, Hiroshi Tamura, carinhosamente apelidado de “Padrinho do GT-R”, compartilhou sua visão para o futuro do modelo, uma que certamente agradará aos puristas.
A Preferência pelo motor a combustão no Nissan GT-R
Apesar de a Nissan ter sinalizado que o próximo GT-R pode ser um modelo eletrificado e turboalimentado com mais de 600 cavalos de potência, Tamura, que se aposentou de seu cargo no planejamento do GT-R, tem uma opinião clara e pessoal. Em uma entrevista recente divulgada pela Nissan, ele declarou:
“Para qualquer geração futura do GT-R, é apenas minha preferência pessoal, mas ainda gostaria de ter alguma sugestão de um toque de câmara de combustão.”
O “Padrinho” fez questão de ressaltar que sua opinião não representa a intenção da empresa, mas seu desejo reflete a paixão por carros esportivos que moldou sua carreira. Tamura, que cresceu assistindo aos icônicos Hakosuka Skylines no Fuji Speedway e dirigindo um 240ZG, entende a importância do som e da sensação de um motor para a experiência de dirigir.
Paciência, A Essência do GT-R
Para os fãs ansiosos, Tamura deixa uma mensagem de paciência e esperança, relembrando a história da marca. Ele destaca que o objetivo do GT-R sempre foi “trazer um sorriso ao rosto do cliente” e proporcionar “verdadeiro prazer ao dirigir”.
“Eu digo às pessoas para serem pacientes. Tivemos um intervalo de dezessete anos entre a [segunda geração] e o R32, mas a Nissan nunca desistiu do GT-R.”
Essa fala é um lembrete de que a Nissan, apesar dos desafios corporativos, ainda vê o GT-R como um farol para a marca. O legado do carro esportivo é valorizado, e a empresa parece comprometida em continuar essa história, mesmo que isso signifique uma longa espera.
As palavras de Tamura não só acalmam os ânimos, mas também reforçam a crença de que novos capítulos ainda serão escritos no livro do GT-R.
Você concorda com a visão de Hiroshi Tamura? O futuro do GT-R deveria ter um motor a combustão, mesmo que eletrificado? Deixe sua opinião nos comentários!
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Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.